Mick Jagger, conhecido por sua energia e longevidade nos palcos, compartilhou suas reflexões sobre o envelhecimento em uma entrevista ao jornal New York Times. O lendário vocalista dos Rolling Stones, que completará 83 anos no final deste mês, foi bastante honesto sobre sua visão a respeito do avanço do tempo.
Quando perguntado sobre os aspectos positivos de envelhecer, tanto física quanto mentalmente, Jagger respondeu de forma categórica:
“Não há nada de bom nisso.”
Para o cantor, nem mesmo as ideias comuns sobre “experiência” e “sabedoria” trazem consolo. Quando o entrevistador insistiu, perguntando se essas características não poderiam ser vistas como um ponto positivo, Jagger brincou:
“Esqueci toda a minha sabedoria. Posso até ter soltado algumas pérolas de sabedoria ao longo do tempo, mas já esqueci quais eram!”
Ele continuou, enfatizando as dificuldades que surgem com o envelhecimento:
“Então, não, não é nada agradável. Você não consegue fazer as coisas tão rápido quanto gostaria. Fisicamente, é preciso ter mais cuidado. Sabe, quando se joga futebol, muitas vezes te colocam no gol. E eu não levo muito jeito para isso!”
Apesar de sua visão negativa sobre o envelhecimento, Jagger reconhece que a maturidade trouxe um benefício em sua carreira musical. Ele admitiu que a experiência de vida influenciou positivamente sua composição.
“Eu não teria escrito nenhuma dessas canções (mais recentes) quando tinha 30 anos, honestamente.”
Recentemente, os Rolling Stones lançaram seu novo álbum de estúdio, intitulado Foreign Tongues, na última sexta-feira, dia 10. O disco conta com participações de artistas renomados, como Chad Smith, do Red Hot Chili Peppers, Robert Smith, líder do The Cure, Steve Winwood e Paul McCartney. Este novo trabalho marca mais um capítulo na trajetória dos Rolling Stones, que continuam a surpreender seus fãs com novas produções.

