Itabaiana · terça-feira · 06 de outubro de 2026
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Nas últimas semanas, o mercado de petróleo havia se alinhado a uma narrativa de normalização no Oriente Médio. Com um cessar-fogo em vigor e um acordo de paz sendo negociado entre os Estados Unidos e o Irã, o fluxo de mercadorias no Estreito de Ormuz estava sendo retomado, resultando em uma queda nos preços do petróleo.

No entanto, a situação mudou rapidamente. Os conflitos entre os dois países se intensificaram, levando o governo dos EUA a revogar a licença de venda de petróleo do Irã. No sábado (11), a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã fechou o Estreito de Ormuz após disparar um tiro de advertência contra um navio que tentava utilizar uma rota não autorizada.

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O barril do tipo Brent, que serve como referência internacional, teve um aumento significativo nos pregões de terça (7) e quarta-feira (8), atingindo seu nível mais alto desde 22 de junho. Contudo, na quinta-feira (9), houve uma correção, e o preço recuou, devolvendo parte dos ganhos. Na sexta-feira (10), o preço também registrou queda, mas a alta acumulada de 5,39% durante a semana ainda se manteve.

Analistas comentam que a retomada das hostilidades vai contra o otimismo que se desenvolvia no mercado, embora não fosse completamente inesperada.

“Já acompanhávamos as mudanças de posição dos EUA e do Irã, então situações como essa eram esperadas. A intensidade do fim do cessar-fogo pode ter surpreendido”,

afirma Adriano Birle, economista da GEP Brasil.

Os especialistas consultados descrevem o momento atual como de cautela. A expectativa é que a duração do conflito seja determinante para as reações do mercado.

“É importante não confundir um dia de pânico com uma tendência. O cessar-fogo é frágil, mas existe, e o mercado tem mostrado que pode se ajustar rapidamente”,

observa Daniel Borges, CEO da Route Investimentos.

As projeções para os preços do petróleo podem estar desatualizadas devido aos novos desdobramentos no Oriente Médio. Contudo, o mercado não deve realizar revisões drásticas neste momento.

“Devemos observar como a situação se desenvolverá nos próximos dias para entender melhor como o conflito no Golfo Pérsico afetará os preços”,

destaca um analista da StoneX.

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, ressalta que, apesar das flutuações, o cenário ainda é incerto e requer acompanhamento.

“Precisamos entender qual será o novo nível do petróleo e se a tendência de normalização continuará”,

afirma. Para ele, um agravamento na situação poderá reabrir prêmios de risco e impactar negativamente as bolsas, aumentando o preço do petróleo e dificultando o trabalho dos bancos centrais.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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