Itabaiana · sábado · 03 de outubro de 2026
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No Brasil, em 2025, 9,4 milhões de crianças de 0 a 5 anos estavam matriculadas em escolas ou creches, conforme dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), a organização Todos pela Educação analisou que o acesso à educação infantil para crianças de 0 a 3 anos apresentou um crescimento contínuo desde 2016, atingindo 43,3% em 2025. Isso representa cerca de 4,5 milhões de crianças matriculadas em creches, um aumento de 11 pontos percentuais em relação a 2016, quando o percentual era de 31,8%. Se comparado a 2024, houve uma alta de 2,2 pontos percentuais.

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Apesar desse avanço, todas as regiões do país ainda encontram-se abaixo da meta de 50% de atendimento, prevista para 2024 pelo Plano Nacional de Educação (PNE). Embora a matrícula em creches não seja obrigatória, o direito ao atendimento das crianças de 0 a 3 anos é garantido por lei, o que impõe ao poder público a responsabilidade de oferecer esse serviço de acordo com a demanda existente.

O novo PNE estabeleceu uma meta ampliada para a educação infantil, visando atender no mínimo 60% das crianças de 3 anos entre 2024 e 2034.

A coordenadora de Políticas Educacionais do Todos pela Educação, Natália Fregonesi, comentou sobre os índices e ressaltou a importância de acelerar a expansão das creches. Ela pontuou que os principais desafios incluem o planejamento, o financiamento adequado e a gestão das vagas nas redes de ensino.

“Essa expansão precisa ser orientada pela demanda real das redes [de ensino] e deve priorizar a equidade na oferta, além de garantir a qualidade das creches”, afirmou Natália.

A análise da PNAD-Contínua Educação revelou que, em 2025, a taxa de atendimento na pré-escola foi de 96,1%, próximo à universalização da oferta de vagas. Contudo, cerca de 4% das crianças de 4 e 5 anos ainda não estavam matriculadas, totalizando aproximadamente 219 mil crianças fora da escola.

As desigualdades no acesso à educação infantil continuam a ser um desafio. Em 2025, 14,2% das crianças brancas e amarelas estavam fora da escola, comparado a 19,6% entre crianças pretas, pardas e indígenas. Entre os 20% mais pobres, 24,2% das crianças não tinham acesso à escola, um número quatro vezes superior ao dos 20% mais ricos.

“É necessário um levantamento preciso da demanda para identificar as particularidades territoriais e priorizar a abertura de vagas nos territórios mais vulneráveis”, destacou Natália.

A desigualdade territorial também afeta o acesso à educação infantil. Santa Catarina atende a 58,4% das crianças de 0 a 3 anos, enquanto os estados da Região Norte, como Amapá e Amazonas, apresentam os menores índices de atendimento.

O levantamento identificou que, em 2025, 64,1% das crianças de 0 a 1 ano e 57,1% das crianças de 2 a 3 anos fora da creche estavam nessa condição por opção dos pais ou responsáveis, sendo essa a razão mais comum em todas as regiões do Brasil.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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