Itabaiana · segunda-feira · 28 de setembro de 2026
📻 Ao vivo agora: Show da Tarde  📲 Participar
⏱ 4 min de leitura

Dormir com luzes ou telas ligadas pode prejudicar sua saúde cardíaca. Pesquisa internacional aponta relação direta entre exposição noturna à luz e doenças cardiovasculares.

Um estudo publicado na revista médica Jama Network Open traz um alerta importante para aqueles que costumam deixar luzes acesas ou utilizam dispositivos eletrônicos durante a noite. A pesquisa indica que a exposição à luz noturna pode estar relacionada a um maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares em adultos.

Publicidade

Entre os dados revelados, destaca-se o aumento de 56% no risco de insuficiência cardíaca. O estudo, intitulado “Exposição à Luz Noturna e Incidência de Doenças Cardiovasculares”, foi realizado por uma equipe de pesquisadores de instituições da Austrália, Estados Unidos e Reino Unido, sob a liderança de Daniel P. Windred.

A pesquisa analisou dados de 88.905 participantes do UK Biobank, que não tinham histórico de doenças cardiovasculares no início do monitoramento. Os pesquisadores utilizaram sensores de luz, semelhantes a relógios, que foram utilizados pelos participantes durante uma semana em seus ambientes habituais. A idade média dos voluntários era de 62,4 anos, sendo 56,9% mulheres, e os registros foram acompanhados por um período médio de 9,5 anos, de junho de 2013 até novembro de 2022.

Os participantes foram divididos em grupos com base na intensidade de exposição à luz entre 0h30 e 6h. A comparação entre aqueles que passavam a noite em ambientes mais escuros (percentis de 0 a 50) e os expostos aos níveis mais altos de luz noturna (percentis de 91 a 100) revelou um aumento significativo no risco de desenvolver doenças cardiovasculares graves.

As condições identificadas com maior risco incluem:

  • Insuficiência cardíaca: 56% de aumento no risco.
  • Infarto do miocárdio (ataque cardíaco): 47% de aumento no risco.
  • Doença arterial coronariana: 32% de aumento no risco.
  • Fibrilação atrial (arritmia): 32% de aumento no risco.
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC/derrame): 28% de aumento no risco.

Os pesquisadores também isolaram outros fatores de risco tradicionais, concluindo que o risco elevado não está relacionado a estilo de vida, fatores socioeconômicos, qualidade do sono ou predisposição genética. Outro ponto relevante foi a identificação dos grupos mais afetados; a associação entre a exposição à luz noturna e o risco de insuficiência cardíaca e doença arterial coronariana foi significativamente maior entre as mulheres. Além disso, o impacto negativo sobre a insuficiência cardíaca e a fibrilação atrial foi mais acentuado em indivíduos mais jovens, especialmente aqueles com menos de 40 anos.

Os autores sugerem que isso pode ocorrer porque a sensibilidade do sistema circadiano à luz diminui com a idade, tornando os jovens mais vulneráveis aos efeitos da luz noturna.

O estudo também explica que a luz noturna provoca disfunções circadianas, desregulando o relógio biológico de 24 horas e afetando o sistema cardiovascular de várias formas. A pressão arterial pode ser alterada, resultando em médias mais altas ao longo do dia. Além disso, a exposição à luz noturna pode aumentar a probabilidade de formação de coágulos, prejudicar a tolerância à glicose e elevar o risco de diabetes tipo 2, o que pode danificar os vasos sanguíneos.

Os autores recomendam que, para minimizar esses riscos, as pessoas evitem a exposição à luz brilhante à noite, controle da luz artificial nos ambientes e limitem o uso de telas antes de dormir. Essas práticas devem ser complementadas com hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, atividade física regular e evitação de álcool e tabaco.

Redação
ESCRITO POR
Redação

Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

10131 artigos publicados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🔔

Quer receber as notícias em primeira mão?

Notificações das principais notícias de Sergipe direto no seu navegador — sem spam.