Itabaiana · quinta-feira · 27 de agosto de 2026
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Em Brasília, durante a solenidade do Dia do Soldado, Lula elogiou a presença feminina no desfile e prometeu reforço orçamentário à defesa. Ao deixar o Quartel‑General, ele não respondeu sobre as suspeitas envolvendo Lulinha e Marcola.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou a jornalistas nesta terça-feira (25), no Quartel‑General do Exército em Brasília, e evitou responder perguntas sobre as suspeitas envolvendo seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e seu ex‑chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. Lula falou à imprensa após participar da solenidade do Dia do Soldado, destacou a presença de mulheres no desfile militar e reforçou promessas de mais recursos para a defesa.

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Após o discurso, o presidente deixou o local enquanto jornalistas faziam perguntas sobre Lulinha e Marcola. A vinculação de ambos com a lobista Roberta Luchsinger tem sido citada por adversários como um dos principais temas para as eleições de 2026. Ao comentar o tema em entrevistas e declarações públicas, o presidente afirmou que seu filho deve se defender e provar sua inocência, e que será responsabilizado se houver culpa.

“Ninguém está impune se cometeu erro. Meu filho sabe que, se ele cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou inocentado. Ele tem que provar a inocência dele”

A principal resposta do Partido dos Trabalhadores (PT) às alegações é no sentido de que o presidente permite que a Polícia Federal (PF) investigue, mantendo a frase de ordem do partido diante das críticas. Em paralelo, o PT tem intensificado menções ao caso Dark Horse e destacado que Lulinha e Marcola não são candidatos eleitorais, ao passo que Flávio Bolsonaro (PL) é citado como postulante.

“doa a quem doer”

No pronunciamento relativo ao Dia do Soldado, o presidente fez acenos ao eleitorado feminino e voltou a tratar do avanço do setor de defesa, temas que têm marcado suas falas na campanha à reeleição. Ele ressaltou a participação de mulheres no desfile e classificou a presença como um marco diante de uma cultura tradicionalmente machista nas Forças Armadas.

“São as primeiras mulheres soldados a participar de um desfile militar. Elas estão preparadas para mostrar que mulher pode estar em qualquer lugar e fazer o que quiser fazer […] Para um país com uma cultura machista e uma Forças Armadas com cultura machista, isso é uma revolução comportamental”

Ao lembrar que no começo de 2026 foram incorporadas 1.010 mulheres às Forças Armadas, o presidente reafirmou que o investimento em defesa é prioridade do governo. Em seu discurso, voltou a dizer que é necessário preparar o país para proteger reservas como florestas, petróleo e minerais críticos, e que a defesa não pode ficar condicionada ao que sobrar do orçamento.

“Defesa não pode ser uma coisa [para] quando sobrar dinheiro. Nós temos que priorizar, preparar esse país, não para a guerra, preparar esse país para a paz. Preparar esse país para defender o nosso território, as nossas riquezas e o nosso povo”

As declarações ocorreram durante a cerimônia militar em Brasília, onde o presidente também ressaltou o papel das mulheres nas Forças Armadas e a prioridade do governo em recursos para a área de defesa.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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