Itabaiana · sábado · 10 de outubro de 2026
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A posição de Jaques Wagner como líder do governo no Senado balança após operação da PF e reveses políticos. Derrota na votação do AGU expôs fragilidade do petista junto ao Planalto.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) vive um momento delicado em sua carreira política, com sua permanência como líder do governo no Senado ameaçada. A situação se agravou após sua imagem ter sido afetada por uma operação da Polícia Federal, além da derrota de Jorge Messias na disputa por uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

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Há cerca de dois meses, Wagner já havia enfrentado dificuldades durante a votação do nome do advogado-geral da União. O Planalto esperava uma aprovação com 45 votos, mas o resultado foi um revés histórico, com 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis. O senador foi um dos principais responsáveis pela falha na articulação política, o que gerou críticas e descontentamento no governo.

“Mapear traições não resolve nada, aprofunda os conflitos. O caminho é recompor a base do governo no Senado, recolocar o papel das lideranças e dialogar”, afirmou o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), sobre a situação de desgaste enfrentada por algumas lideranças.

A atuação de Wagner já havia sido questionada em dezembro do ano passado, após a votação do PL da Dosimetria de penas para condenados pelos atos de 8 de Janeiro. O governo se posicionou contra a proposta, mas Jaques autorizou a votação na Comissão de Constituição e Justiça, visando garantir a análise de medidas econômicas. Ele declarou que não se envergonhava do acordo feito, mesmo sem a anuência do Planalto.

Após o descompasso, o então líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), reconheceu que houve falta de diálogo entre a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e Jaques Wagner. A situação política está sendo observada de perto, especialmente em um ano eleitoral, o que pode levar o Planalto a reavaliar a manutenção de Wagner na liderança.

Com a necessidade de desvincular a imagem do senador da pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aliados do governo já discutem a possibilidade de uma troca na liderança. O vice-líder do governo na Câmara, deputado Rogério Correia (PT-MG), sugeriu que Wagner se afastasse para se dedicar à sua defesa, mantendo a presunção de inocência.

A decisão sobre o futuro de Jaques Wagner deve ser tomada após uma conversa pessoal entre Lula e o senador. Wagner, por sua vez, já indicou que não tem intenção de renunciar ao cargo. Nos bastidores, a renúncia do próprio senador é vista como uma alternativa que poderia beneficiar a campanha do presidente na Bahia.

Atualmente, o nome mais cotado para ocupar a liderança do governo no Senado é o do senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação e aliado de Lula, que não será candidato neste ano e pode se dedicar plenamente ao cargo durante o processo eleitoral.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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