Fora do jogo contra a Escócia, Neymar arrisca encerrar o Mundial com apenas 13 de 20 partidas disputadas pela Seleção. O índice seria o pior da história entre todos os jogadores que usaram a camisa 10 do Brasil em Copas.
A possível ausência de Neymar na partida contra a Escócia, que ocorrerá nesta quarta-feira (24/6), pode colocá-lo diante de uma estatística inédita na história das Copas do Mundo. O atacante está em recuperação de uma lesão na panturrilha direita e corre o risco de encerrar mais um Mundial com o menor percentual de participação em jogos entre todos os jogadores que vestiram a camisa 10 da Seleção Brasileira desde a adoção da numeração fixa, em 1954.
Se Neymar não entrar em campo no duelo da última rodada do Grupo C, ele terá participado de apenas 13 dos 20 jogos disputados pela Seleção em Copas usando a camisa 10. Esse número representa um índice de 65% de presença, percentual inferior aos registrados por Pelé e Pinga, que têm 66,7%.
A marca é significativa, pois envolve um dos símbolos mais emblemáticos da história do futebol brasileiro. Desde a Copa da Suíça, em 1954, apenas dez jogadores tiveram a responsabilidade de carregar a camisa 10 da Seleção em Mundiais.
A situação atual reflete o histórico recente de Neymar em Copas do Mundo. Ele chegou ao Mundial de 2026 já lesionado, após um problema muscular na panturrilha direita, ocorrido em 17 de maio, enquanto jogava pelo Santos. Sua última atuação foi na derrota por 3 a 0 para o Coritiba, na Arena Corinthians. Desde então, Neymar tem se concentrado na recuperação física, e o primeiro treinamento completo com os companheiros aconteceu apenas no último domingo (21/6).
Caso permaneça fora contra a Escócia, o atacante superará negativamente uma marca que atualmente divide com Pelé e Pinga, que também sofreram com ausências em Copas do Mundo. Até o momento, Pelé e Pinga têm os menores percentuais de participação entre os camisas 10, ambos com 66,7%.
Pelé, tricampeão mundial pelo Brasil, disputou 14 das 21 partidas da Seleção nas quatro Copas em que usou a camisa 10. Lesões nas edições de 1958, 1962 e 1966 diminuíram sua presença em campo ao longo dos torneios.
Pinga, por sua vez, também registrou o mesmo índice. Ele, Pelé e Neymar são os únicos jogadores a vestirem a camisa 10 brasileira em quatro Copas do Mundo.
Enquanto alguns dos maiores nomes da história enfrentaram ausências, outros conseguiram participar de todos os jogos. Rivaldo esteve presente nas 14 partidas do Brasil nos Mundiais de 1998 e 2002, e Ronaldinho Gaúcho atuou em todas as partidas da campanha de 2006, na Alemanha. Eles são os únicos que têm 100% de participação em jogos de Mundial.
A definição sobre a presença de Neymar contra os escoceses ainda depende da avaliação da comissão técnica e da evolução física do jogador. Esse confronto será o último compromisso da Seleção na fase de grupos, representando não apenas a possibilidade de retorno do atacante aos gramados, mas também a chance de evitar uma marca estatística que nenhum outro camisa 10 brasileiro registrou em mais de setenta anos de Copas do Mundo.


