Itabaiana · terça-feira · 22 de setembro de 2026
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A advogada e influenciadora Deolane Bezerra virou ré em São Paulo. Ela responde por organização criminosa e lavagem de dinheiro com conexão ao PCC, ao lado de Marcola e familiares.

A Justiça de São Paulo acolheu a denúncia do Ministério Público e transformou Deolane Bezerra em ré no processo que investiga sua suposta atuação em organização criminosa e lavagem de dinheiro relacionada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Além de Deolane, também foram tornados réus Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior.

A decisão foi assinada pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, responsável pela 3ª Vara de Presidente Venceslau, no interior paulista. Deolane é investigada por suspeita de envolvimento com o grupo criminoso e permanece custodiada na unidade prisional de Tupi Paulista (SP).

A acusação teve origem em uma investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Presidente Prudente.

No mesmo despacho, a Justiça rejeitou o pedido de transferência apresentado pela defesa da influenciadora. O Ministério Público sustentou que não haveria possibilidade de concessão de prisão domiciliar em casos relacionados a organização criminosa com atuação violenta.

O promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco em Presidente Prudente, é um dos principais nomes na investigação da atuação do PCC no país e é reconhecido internacionalmente na área.

O documento foi assinado por Gakiya e outros seis promotores – cinco do Ministério Público paulista e dois da região de Presidente Prudente – na última quarta-feira (10). Segundo o texto, pessoas próximas ou indicadas pelos líderes da facção seriam responsáveis por executar ordens relacionadas à movimentação de recursos oriundos de uma empresa de transportes.

Esses valores, conforme a acusação, teriam sido direcionados a contas de Deolane, de Everton de Souza e de Paloma Sanches Herbas Camacho, sendo Everton e Paloma sobrinhos de Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola.

O material apresentado ainda indicou, por meio de relatórios de inteligência financeira e análises de quebras de sigilo bancário e fiscal, a existência de mecanismos de ocultação e dissimulação dos recursos ilícitos, que teriam sido reinseridos no sistema econômico formal com aparência de legalidade.

Com base nesses elementos, o Ministério Público de São Paulo formalizou a denúncia contra: Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Deolane Bezerra Santos, Everton de Souza, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, Marco Willian Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho.

O núcleo do Ministério Público em Presidente Prudente avaliou que Deolane, atualmente presa em Tupi Paulista, dispõe de condições adequadas de permanência na unidade prisional. O fato de ser mãe de uma criança menor de 12 anos não foi considerado suficiente para justificar a concessão de prisão domiciliar.

A defesa de Deolane havia solicitado que ela fosse transferida para uma Sala de Estado-Maior ou que sua prisão preventiva fosse substituída por domiciliar. A Sala de Estado-Maior é uma acomodação especial destinada a advogados presos antes de condenação, separada das celas comuns.

A decisão foi proferida na terça-feira (9) pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, no contexto da Operação Vérnix.

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