A jovem Denise Medeiros, de 21 anos, foi encontrada morta na madrugada desta segunda-feira (6) em seu apartamento em Lajeado, no Rio Grande do Sul, a aproximadamente 110 km da capital gaúcha. A causa da morte foi um tiro na cabeça.
A delegada Márcia Bernini, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, informou que a principal linha de investigação é o feminicídio, uma vez que os indícios apontam para disparos de arma de fogo. O namorado de Denise é considerado o principal suspeito do crime, mas até o momento não havia sido localizado.
“Denise teria sido morta às 19h40 de domingo (05), mas somente foi encontrada pela família às 4h de hoje”, relatou a delegada.
O corpo da jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de perícia. A investigação segue em andamento pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam). Até agora, testemunhas já foram ouvidas e outras diligências estão sendo realizadas para localizar o suspeito e entender as motivações por trás do crime.
O Rio Grande do Sul é um dos estados brasileiros com o maior número de casos de feminicídio. De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil registrou 399 vítimas de feminicídio entre janeiro e março de 2026. Isso representa uma média alarmante de quatro mulheres mortas por dia no país, ou seja, uma vítima a cada cinco horas.
Esse número é o mais alto registrado no primeiro trimestre desde que as estatísticas começaram a ser compiladas pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) em 2015. O Rio Grande do Sul, em particular, se destaca entre os cinco estados com o maior número de feminicídios, contabilizando 24 ocorrências. Os estados que lideram essa triste estatística são São Paulo, com 86 casos, seguido por Minas Gerais (42), Paraná (33), Bahia (25), Pernambuco (22) e Rio de Janeiro (20).
