Itabaiana · terça-feira · 06 de outubro de 2026
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A primeira-dama Janja da Silva afirmou nesta segunda-feira (13) que as críticas que recebe sobre sua suposta fama de “gastadeira” durante viagens ao exterior são resultado de “misoginia pura”. Em uma entrevista no podcast Frente a Frente, promovido pela Folha de São Paulo e UOL, Janja explicou que seu papel como primeira-dama inclui compromissos que exigem viagens em classe executiva devido a questões de segurança estabelecidas pela Polícia Federal (PF).

Ela destacou: “Nunca falamos sobre [ela e Lula] eu gastar demais, às vezes colocam todos os gastos da comitiva de uma viagem na minha conta. Não posso andar de econômica, tem que ser executiva, é questão de segurança. Por mim eu não andava com segurança, mas a PF tem que estar comigo. Tem alguns regramentos que eu tenho que seguir.”

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Janja também observou que parte das críticas a ela buscam atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) simultaneamente. “Eu presto contas, tudo meu é público, quando viajo tem briefing”, afirmou. A primeira-dama tem sido alvo de contestações, principalmente de parlamentares da oposição, em relação às suas agendas internacionais, que envolvem ações no combate à fome e à violência contra a mulher.

Em abril, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar, por unanimidade, todos os processos que envolviam gastos e viagens de Janja, considerando que não houve irregularidades nas despesas. Durante a entrevista, ela ainda mencionou que o país não tinha uma primeira-dama que “trabalhasse efetivamente” antes dela. “A gente fez uma normativa há dois anos, regulamentou algumas questões internas para ficar muito mais transparente. A sociedade brasileira nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente. Eu vou quase todos os dias para o Planalto, faço reunião, faço agenda, viajo a trabalho. A sociedade brasileira, de modo geral, e a imprensa também não estavam acostumados com isso”, disse.

Por fim, Janja fez um apelo ao Congresso Nacional para que aprove o projeto de lei que criminaliza a misoginia, atualmente parado na Câmara dos Deputados. Segundo ela, o ódio às mulheres é uma pauta nacional e “apartidária”, que transcende questões religiosas.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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