Bombardeios israelenses deixaram ao menos sete mortos no Líbano, entre eles uma criança e dois idosos. Os ataques atingiram o Vale do Bekaa e a cidade de Tiro.
Os ataques militares realizados por Israel causaram a morte de pelo menos sete pessoas no Líbano, incluindo uma criança e dois idosos, conforme informou a mídia estatal libanesa neste domingo (21). Os confrontos entre Israel e o grupo militante Hezbollah continuam intensos na região.
Na cidade de Sahmar, localizada no Vale do Bekaa, uma criança, uma mulher e dois idosos foram mortos, de acordo com informações da NNA (Agência Nacional de Notícias do Líbano). Além disso, mais ao sul, dois palestinos perderam a vida no campo de refugiados de Rashidieh, na cidade de Tiro.
As Forças de Defesa de Israel afirmaram que “não tinham conhecimento de nenhuma atividade das FDI nesses locais” desde a meia-noite, no horário local, deste domingo.
A situação no Líbano se agravou desde o início das hostilidades entre Israel e o Hezbollah em março. As comunidades palestinas, especialmente aquelas situadas em campos de refugiados no sul do Líbano, tornaram-se especialmente vulneráveis à atividade militar. Segundo a organização sem fins lucrativos American Near East Refugee Aid (Anera), essas comunidades estão entre as “mais expostas” aos conflitos.
Atualmente, estima-se que cerca de 222 mil palestinos residem no Líbano. Este número é resultado de um relatório publicado na última quinta-feira pela Anera. Muitos desses palestinos se estabeleceram no país durante a Nakba, que significa “a catástrofe”, ocorrida em 1948, quando mais de 700 mil palestinos fugiram ou foram forçados a deixar suas casas devido à guerra que se seguiu à criação do Estado de Israel.
O relatório da Anera destaca que as pessoas que vivem em campos de refugiados nas proximidades de Tiro, como Rashidieh, Burj El Shemali e El Buss, enfrentam uma realidade marcada pela “insegurança recorrente”, com frequentes confrontos e períodos de isolamento. “Para as comunidades palestinas que já vivem em situação de precariedade prolongada, a guerra eliminou qualquer sensação de segurança”, completa o documento.
