No dia 18 de julho de 2026, o Irã lançou novos ataques direcionados a aliados dos Estados Unidos na região do Golfo. Essa ação ocorreu após a sétima noite consecutiva de ataques aéreos norte-americanos contra instalações militares iranianas.
As autoridades do Kuwait relataram que um dos ataques iranianos atingiu uma usina de geração de energia e dessalinização de água, causando danos significativos, um incêndio e a interrupção das operações de várias unidades de geração de eletricidade. Em resposta, o exército do Kuwait declarou que estava atuando contra os drones iranianos que realizaram os ataques.
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou ter atacado um depósito de drones americanos localizado no Bahrein, afirmando ter destruído um centro de inteligência artificial do país utilizando mísseis balísticos e drones.
A Arábia Saudita também foi alvo de alertas de sua defesa civil em dois locais, os primeiros em vários meses, embora até o momento não tenham sido registrados danos. No início do conflito, o Irã já havia atacado algumas instalações de energia sauditas.
Conforme informações da agência estatal IRNA, a Marinha iraniana disparou um míssil de cruzeiro contra uma embarcação, que foi classificada como hostil pelos EUA, no norte do Oceano Índico. O Exército iraniano relatou que o ataque causou “medo e pânico”, obrigando a embarcação a se afastar da área de atuação da Marinha iraniana.
Os EUA, por sua vez, afirmaram ter estabelecido um bloqueio naval e que estavam direcionando seus esforços ao tráfego marítimo que violasse suas normas no Estreito de Ormuz. A tensão resultou em uma alta de 4% nos preços do petróleo na última sexta-feira, atingindo seu valor mais elevado em um mês, o que levanta questões políticas para o governo americano.
Com a escalada dos conflitos, Washington e Teerã têm testado os limites da situação desde o colapso do acordo de cessar-fogo na semana anterior, aumentando o temor de um retorno à guerra total. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou que completou sua mais recente série de ataques em várias instalações, incluindo locais de vigilância e depósitos de armas.
“Mais de 50.000 militares americanos estão operando no Oriente Médio e permanecem vigilantes, letais e prontos para o combate”, declarou o Comando Central em um comunicado.
A mídia iraniana também relatou que vários mísseis atingiram instalações de energia e bombas de dessalinização na cidade de Jask, no sul do Irã, afetando o fornecimento de água potável em diversas localidades. Os EUA afirmaram ter redirecionado quatro navios mercantes e desativado um para implementar o bloqueio naval ao Irã.
A Guarda Revolucionária do Irã também anunciou que quatro embarcações que infringiram as normas de navegação foram impedidas de cruzar o estreito, em uma operação que envolveu mísseis e drones.
Além disso, a mídia iraniana, citando informações da Guarda Revolucionária, relatou que dois petroleiros sofreram explosões e incêndios após passarem por uma rota minada, uma afirmação que foi classificada como falsa pelos militares dos EUA.
A situação no Iémen também se agravou, com homens armados sequestrando uma embarcação, aumentando as preocupações sobre a segurança em pontos estratégicos do transporte de petróleo na região. A televisão estatal iraniana destacou que, enquanto a “agressão” dos EUA persistir, a exportação de produtos químicos e petróleo da região será impossível.
O secretário-geral da ONU expressou sua preocupação com o aumento da violência e os ataques à infraestrutura civil no Irã e em toda a região, conforme informado por seu porta-voz.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA reiterou que seus ataques visaram a infraestrutura logística militar, ressaltando a seriedade da situação.
Com a escalada contínua, a tensão entre os envolvidos permanece alta, e as consequências podem ser significativas para a estabilidade da região.
