A Guarda Revolucionária do Irã bloqueou o Estreito de Ormuz e alertou embarcações sobre minas e ataques navais. A medida ameaça o fornecimento global de petróleo.
A divisão naval da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) emitiu um alerta aos navios, recomendando que não se aproximem do Estreito de Ormuz. O aviso foi dado após o anúncio do fechamento da importante hidrovia neste sábado, 20 de junho de 2026.
Um repórter da emissora estatal iraniana IRIB informou que a Marinha da IRGC contatou diretamente as embarcações que estavam na área, transmitindo uma mensagem de alerta. A advertência inclui a possibilidade de que as embarcações que tentarem cruzar o estreito possam encontrar minas ou serem alvejadas pelas forças navais iranianas.
“As embarcações que tentarem cruzar o estreito poderão enfrentar graves consequências”, disse o repórter da IRIB.
O tráfego no Golfo Pérsico foi descrito como “ainda mais leve” do que algumas horas antes do alerta. O memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã não esclareceu se o regime iraniano manterá o controle sobre o Estreito de Ormuz, um dos principais corredores de navegação do mundo.
Os navios poderão navegar gratuitamente por “apenas 60 dias”, enquanto o Irã e seus vizinhos do Golfo estão em negociações para um novo acordo que regula a passagem. Isso significa que, após esse período, Teerã pode ter permissão para cobrar taxas de navegação.
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, comentou sobre o assunto esta semana, afirmando que o estreito permanecerá aberto “sem custos de navegação durante os primeiros 60 dias e depois disso, poderá haver cobranças”.
O Estreito de Ormuz é considerado uma rota vital para o comércio global, com uma grande parte do petróleo mundial passando por ali. As tensões na região têm um impacto significativo na economia global, e a situação atual levanta preocupações sobre a segurança das rotas marítimas.
