Na madrugada desta quinta-feira, 9 de julho de 2026, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, fez críticas à postura do secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Ele acusou a aliança militar de ser cúmplice na guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Em uma publicação na rede social X, Baghaei afirmou que os países europeus que fazem parte da Otan não foram imparciais na agressão, que considera brutal e ilegal.
“Aqueles que disponibilizaram seus territórios, bases militares e infraestrutura para viabilizar a ofensiva não podem escapar da responsabilidade por sua contribuição para uma agressão não provocada e por suas graves consequências”,
escreveu o diplomata iraniano. Baghaei também criticou Rutte por sua “insistente autopromoção”, afirmando que ela expõe uma mentalidade servil de um “cortesão bajulador”, que acredita que a adulação pode apagar o desprezo de um rei.
“Aos olhos de Washington, uma organização ineficaz não pode se tornar eficaz por meio da bajulação — nem tal bajulação manipuladora pode jamais restaurar o respeito próprio e a integridade pessoal do próprio bajulador”,
completou Baghaei em seu post.
Mark Rutte, por sua vez, havia apoiado os recentes ataques dos Estados Unidos contra o Irã. Antes da cúpula da Otan, realizada em Ancara, ele declarou que a ação militar era “absolutamente necessária”.
“Quando há um cessar-fogo e o Irã basicamente o está violando, vimos o que aconteceu ontem com os ataques a navios. Acho totalmente crucial que os Estados Unidos reajam de forma firme”,
disse Rutte aos jornalistas. Após os ataques, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também comentou a situação, afirmando que o memorando de entendimento firmado com o Irã “acabou”.
“É uma perda de tempo negociar com eles”,
declarou Trump durante a cúpula da Otan.
