Itabaiana · sábado · 10 de outubro de 2026
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A investigação da Polícia Federal coloca Jaques Wagner sob pressão no Senado. O senador petista resiste à saída da liderança do governo enquanto disputa reeleição em eleição acirrada na Bahia.

A investigação da Polícia Federal que impactou o senador Jaques Wagner (PT-BA) trouxe à tona discussões sobre a sua permanência como líder do governo no Senado. Apesar das especulações sobre uma possível troca no cargo, Wagner demonstra resistência, focando também em sua reeleição nas eleições deste ano.

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As pesquisas de intenção de votos indicam que Jaques Wagner e o ex-ministro Rui Costa estão competitivos na corrida para o Senado. Neste ano, dois senadores serão eleitos por estado, o que coloca Wagner em uma posição desafiadora e competitiva.

Dentro do Partido dos Trabalhadores, há um debate sobre a possibilidade de substituição de Wagner na liderança do Senado. Alguns membros acreditam que uma mudança abrupta poderia prejudicar sua candidatura e diminuir a influência do partido na Bahia. Além de buscar as cadeiras no Senado, o PT também terá o governador Jerônimo Rodrigues disputando a reeleição.

“Não acho que o Lula vai fazer isso, mas se ele fizer, é um direito dele. O cargo de líder do governo é do presidente da República, mas eu falei com ele hoje e ele sequer tocou nesse tema”, afirmou o senador.

Entretanto, existem divergências entre os petistas. Uma parte do partido considera que a oposição diminuirá as críticas a Wagner se ele deixar a liderança, já que o foco das alegações é, em grande parte, atingir o presidente Lula. Essa perspectiva sugere que a mudança poderia proteger tanto o senador quanto o presidente.

Além disso, essa ala minimiza o impacto das investigações nas eleições na Bahia. Argumentam que alguns adversários do PT, como ACM Neto (União), também tiveram suas imagens vinculadas ao caso do Banco Master, o que poderia equilibrar as críticas.

No Palácio do Planalto, uma parte da equipe avalia que a operação contra Wagner pode prejudicar a imagem do governo, defendendo uma possível troca na liderança. No entanto, a maioria acredita que Lula deve tomar uma decisão após uma conversa pessoal com o senador.

Na quinta-feira, Lula teve uma breve conversa por telefone com Wagner, mas prefere aguardar uma reunião presencial para discutir a situação. Durante uma agenda em Belo Horizonte, o presidente foi questionado sobre a permanência de Wagner como líder do governo e respondeu de maneira ambígua, sinalizando que ainda não havia tomado uma decisão.

Interlocutores de Lula indicam que o Planalto estava preparado para refutar alegações sobre ligações do PT baiano com o Banco Master, mas a operação contra Wagner os pegou de surpresa. Jaques Wagner e seus familiares foram alvo de buscas na quinta-feira, e o senador nega qualquer envolvimento em atividades ilegais relacionadas ao banco.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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