Itabaiana · terça-feira · 29 de setembro de 2026
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O mercado financeiro voltou a elevar a previsão do IPCA, que chegou a 5,33% este ano. É a 15ª alta consecutiva registrada pelo Boletim Focus, do Banco Central.

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a referência oficial da inflação no Brasil, subiu de 5,3% para 5,33% este ano. Essa atualização foi divulgada no Boletim Focus, uma pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC) que coleta as expectativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

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Aumento na projeção do IPCA ocorre mesmo após o anúncio de um acordo para o fim da guerra no Oriente Médio, que tem pressionado os preços dos combustíveis e alimentos. Com isso, a previsão do IPCA já é a décima quinta elevação consecutiva, rompendo o intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A meta de inflação é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Recentemente, em maio, a inflação oficial fechou em 0,58%, e o IPCA acumulado em 12 meses foi de 4,72%, já ultrapassando o teto da meta.

Além disso, as projeções para os anos seguintes também foram ajustadas. Para 2027, a expectativa de inflação subiu de 4,1% para 4,15%, enquanto para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,7% e 3,5%, respectivamente.

Em relação à taxa Selic, que é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação, atualmente está definida em 14,25% ao ano. Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual pela terceira vez consecutiva, mesmo em meio às tensões relacionadas à guerra no Oriente Médio.

Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic esteve em seu maior nível em quase 20 anos, fixada em 15% ao ano. Desde então, o Copom começou a reduzir a taxa, em um cenário onde a inflação demonstrava tendência de queda. No entanto, a guerra no Oriente Médio impactou os preços e dificultou uma redução mais acentuada.

“O tamanho total do ajuste dos juros dependerá dos próximos dados econômicos, com o objetivo de garantir que a inflação volte à meta”, informou o Copom.

No Boletim Focus, os analistas aumentaram a expectativa para a taxa Selic até o final de 2026, passando de 13,75% para 14% ao ano. O próximo encontro do Copom para definir a Selic ocorrerá nos dias 4 e 5 de agosto, e é esperado que essa seja a última redução de juros do ano.

Para 2027 e 2028, as previsões indicam uma Selic de 12% ao ano e 10,25% ao ano, respectivamente, e em 2029 a taxa deve se estabilizar em 10% ao ano.

Com altas taxas de juros, o crédito tende a encarecer, impactando negativamente o consumo, já que fica mais caro financiar produtos e imóveis. Por outro lado, quando a Selic é reduzida, o crédito tende a ficar mais acessível, o que pode incentivar a produção e o consumo, contribuindo para a atividade econômica.

Quanto ao Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2026 foi ajustada de 1,96% para 1,98%. Para 2027, a previsão permanece em 1,7%, enquanto para 2028 e 2029, a expectativa é de crescimento de 2% em ambos os anos.

No primeiro trimestre de 2026, a economia brasileira cresceu 1,1% em comparação ao último trimestre de 2025, resultando em uma expansão de 2% no acumulado de 12 meses, conforme dados do IBGE. No ano anterior, a economia também havia apresentado crescimento de 2,3%, com destaque positivo para o setor agropecuário.

Por fim, a cotação do dólar está prevista em R$ 5,20 para o final deste ano, com uma expectativa de R$ 5,27 para o final de 2027.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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