Itabaiana · sexta-feira · 09 de outubro de 2026
📻 Ao vivo agora: Realidade  📲 Participar
⏱ 2 min de leitura

O sebo bovino brasileiro foi incluído na lista de produtos que serão afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. O USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) decidiu adicionar o sebo bovino a uma lista de itens que sofrerão uma tarifa adicional de 50% nas importações brasileiras, ampliando as medidas comerciais já em vigor.

De acordo com analistas, apesar da nova tarifa, o impacto nos embarques brasileiros deve ser limitado. Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, destacou que o sebo bovino brasileiro continua competitivo em relação ao que é comercializado nos Estados Unidos.

Publicidade

“Conversamos com alguns agentes do setor e a expectativa é de que, de imediato, não ocorra um impacto direto na exportação brasileira diante da manutenção da competitividade em relação ao preço nos Estados Unidos”, afirmou.

Atualmente, o sebo bovino é negociado nos EUA entre US$ 1,70 e US$ 1,90 por quilo, enquanto o preço médio de exportação do produto brasileiro está em torno de US$ 1,15 por quilo. Mesmo com a nova tarifa, o preço de exportação do sebo bovino brasileiro passaria a ser cerca de US$ 1,40 por quilo, ainda abaixo do preço praticado no mercado norte-americano.

“Mesmo com esse acréscimo, o preço de venda em dólares permaneceria inferior ao valor de referência do principal comprador, que são os Estados Unidos. Por isso, não deve haver um impacto imediato”, explicou Fabbri.

Um levantamento da Fiemt (Federação das Indústrias de Mato Grosso) indica que o sebo bovino está entre os produtos mais afetados pelas novas tarifas. A maioria da exposição do estado está concentrada em dois itens: sebo bovino e gelatinas, que juntos representam 97,3% do valor das exportações mato-grossenses identificadas como sujeitas à nova tarifa. Em termos financeiros, as exportações de sebo bovino somam cerca de US$ 10,7 milhões, enquanto gelatinas e seus derivados representam aproximadamente US$ 1,72 milhão.

Apesar da dependência do mercado norte-americano para esses produtos, a Fiemt acredita que a presença de compradores em outros mercados pode ajudar a minimizar os impactos da tarifa. Países como Países Baixos, Bélgica, Alemanha, Argentina, Reino Unido, México e Austrália já importam o produto brasileiro e podem absorver parte da oferta caso haja uma redução nas compras pelos Estados Unidos.

Redação
ESCRITO POR
Redação

Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

10471 artigos publicados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🔔

Quer receber as notícias em primeira mão?

Notificações das principais notícias de Sergipe direto no seu navegador — sem spam.