O Departamento de Defesa dos Estados Unidos identificou, nesta segunda-feira (20), dois soldados americanos que foram mortos em ataques iranianos na Jordânia. O primeiro-tenente Tyler James Feehan, de 25 anos, e a soldado Isabella Gonzales, de 19 anos, perderam a vida durante o ataque realizado na última sexta-feira (17) à Base Aérea Muwaffaq Salti.
Isabella Gonzales, natural de Carrollton, no Texas, faleceu no dia do ataque, enquanto Tyler Feehan, que se alistou em Ewa Beach, no Havaí, mas residia principalmente na Geórgia, foi declarado morto no dia seguinte, conforme informações do Departamento de Defesa.
A Guarda Revolucionária do Irã assumiu a responsabilidade pelos ataques em um comunicado divulgado no sábado (18). O Pentágono relatou que os dois soldados foram mortos “durante um ataque inimigo”. Além disso, outros militares americanos ficaram feridos, sendo que quatro deles necessitaram de evacuação médica para um hospital na Jordânia, mas já receberam alta, segundo o Comando Central dos EUA.
As mortes, que foram inicialmente anunciadas no sábado, representam as primeiras baixas americanas decorrentes de ataques iranianos desde março. No domingo, o Departamento de Defesa informou que um outro militar faleceu em combate devido à detonação controlada de um drone iraniano que havia sido abatido.
As mortes elevam para 17 o total de militares americanos que perderam a vida na guerra que já dura quase cinco meses. Seis soldados da Reserva do Exército dos EUA foram mortos em um ataque direto iraniano contra um centro de operações no porto de Shuaiba, no Kuwait, em 1º de março. Dias depois, um sargento do Exército faleceu após ser ferido em um ataque na Arábia Saudita.
Em 12 de março, seis militares morreram em um acidente com um avião-tanque KC-135 Stratotanker da Força Aérea dos EUA, embora a queda não tenha sido causada por fogo hostil ou amigo. Recentemente, uma diminuição nos combates deu lugar a uma escalada de hostilidades, com os EUA atacando ferrovias, estradas e túneis iranianos, enquanto o Irã intensificou seus ataques contra diversos países da região.
Apesar das hostilidades, autoridades ainda mantêm a esperança de uma solução diplomática. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA “continuam abertos” a negociações, enquanto um representante iraniano também declarou que o país está disposto a discutir possíveis acordos. O presidente Donald Trump comentou sobre as mortes dos militares americanos, chamando a situação de “muito triste” e expressou seu descontentamento com a perda de vidas em serviço ao país.
