Itabaiana · quinta-feira · 24 de setembro de 2026
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Metade do tempo economizado com automação vai para corrigir falhas da própria IA. Pesquisa revela que 'botsitting' já é rotina entre profissionais de tecnologia no Reino Unido.

Uma pesquisa realizada pela empresa Glean revelou que os profissionais do Reino Unido estão perdendo, em média, 6,3 horas por semana supervisionando e corrigindo erros de ferramentas de inteligência artificial. Essa atividade, conhecida como “botsitting”, consome metade das 12 horas que os funcionários economizam semanalmente por meio da automação de processos.

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De acordo com o levantamento, 90% dos profissionais britânicos do setor de tecnologia utilizam IA em suas rotinas de trabalho, um número que supera os 84% registrados nos Estados Unidos. No entanto, apenas 42% das empresas são vistas como focadas prioritariamente em IA pelos colaboradores. Esse dado indica um descompasso entre a percepção individual sobre o uso da tecnologia e os resultados institucionais.

Cerca de 78% dos entrevistados acreditam que os sistemas de automação aumentam a produtividade individual. Porém, somente 18% afirmam que a introdução dessas tecnologias gera impactos significativos no desempenho geral da organização.

A pesquisa também apontou um custo oculto na produtividade relacionada à inteligência artificial. A necessidade de validar constantemente as respostas geradas pela IA alterou as atribuições diárias dos profissionais, fazendo com que o tempo dedicado à revisão e ao controle de qualidade das tarefas (38%) seja maior do que o tempo gasto na criação de comandos e solicitações iniciais (36%).

A Glean indicou que mais de um terço das sessões realizadas com ferramentas de inteligência artificial falham totalmente. Essa instabilidade gerou retrabalho para 77% dos profissionais no último mês e para 26% deles na última semana, exigindo que textos, códigos ou análises fossem refeitos ou corrigidos.

A diretora do Work AI Institute, Rebecca Hinds, destacou que muitas corporações avaliam a eficiência da tecnologia de forma superficial, baseando-se em métricas de vaidade, como o volume de acessos e a quantidade de comandos enviados.

Segundo a especialista, os ganhos reais de produtividade corporativa são superestimados devido ao trabalho invisível necessário para mitigar as falhas operacionais dos robôs. Contudo, a utilização de IA para tarefas mais simples da rotina de trabalho representa um ganho significativo de produtividade.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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