Celso Amorim acendeu o alerta: poucos países controlando a Inteligência Artificial pode destruir democracias e ampliar a desigualdade global. O assessor fez o alerta no Rio de Janeiro.
O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou que a concentração de poder em relação à Inteligência Artificial (IA) pode comprometer democracias. Sua declaração foi feita nesta terça-feira, 16 de junho, durante a XXIII Conferência de Segurança Internacional do Forte, realizada no Rio de Janeiro.
Amorim destacou que essa centralização não apenas ameaça a democracia, mas também pode agravar a desigualdade social. Ele enfatizou:
“Não defendemos um modelo estatista, mas temos que ter a consciência de que a concentração de poder em alguns países, em matéria de inteligência artificial, tem o poder de minar a democracia e agravar profundamente a desigualdade.”
Durante sua palestra, o ex-chanceler também abordou o impacto do avanço tecnológico e a crescente importância da segurança digital nos dias atuais. Para Amorim, o desenvolvimento tecnológico deve ser voltado para o benefício coletivo, priorizando questões como a redução da pobreza, a proteção ambiental e a defesa dos direitos humanos.
Além disso, ele alertou sobre o aumento dos ataques cibernéticos pelo mundo, ressaltando suas implicações para a soberania nacional. O assessor especial afirmou:
“Ataques cibernéticos são cada vez mais utilizados como instrumentos de uma guerra híbrida. A resiliência cibernética é uma condição de soberania no século 21. Sem proteção digital não há autonomia decisória nem confiança institucional.”
Essas declarações de Amorim refletem uma preocupação crescente sobre o futuro da tecnologia e suas implicações para a sociedade, ressaltando a necessidade de um debate mais amplo sobre o uso ético e responsável da IA.
