A guerra contra o Irã não alterou o “tempo chinês” em relação aos objetivos estratégicos de Pequim. No entanto, segundo o professor de Ciências Militares da Eceme (Escola de Comando e Estado-Maior do Exército), Eduardo Migon, a situação proporcionou à China uma oportunidade de se afirmar como um poder desafiador aos Estados Unidos.
Essa análise foi feita durante a participação de Migon no programa WW Especial: O mundo após a guerra contra o Irã, que foi exibido no último domingo (28). O professor destacou que o Irã se mostrou um aliado útil para os chineses, servindo como um proxy que pode desgastar a posição dos Estados Unidos na região.
“Se, em um conflito de 100 dias, 50% do arsenal americano é diluído, ele (Xi Jinping, presidente da China) tem mais liberdade de ação para, em uma reunião na China, transmitir recados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump”, afirmou Migon.
A avaliação do especialista sugere que a situação atual no Oriente Médio pode ter repercussões significativas nas relações internacionais, especialmente entre China e Estados Unidos. A guerra no Irã pode ter criado um cenário onde a China se sente mais à vontade para avançar em suas próprias agendas sem o medo da retaliação americana imediata.
O programa WW Especial, apresentado por William Waack, é transmitido aos domingos, às 22h, em todas as plataformas da CNN Brasil. Nele, especialistas discutem temas relevantes e atuais, proporcionando uma análise aprofundada dos acontecimentos globais e suas consequências.
Além disso, o programa oferece aos assinantes do Clube de Membros da CNN Brasil no YouTube a oportunidade de acessar edições completas antecipadamente, além de cortes exclusivos e conteúdos de bastidores. Essa é uma forma de engajar o público e trazer mais informações sobre temas que impactam o cenário mundial.
