Kleina aceitou comandar a Ponte pela 6ª vez, mas não sabe quais atletas levará a Belo Horizonte. Jogadores paralisaram atividades por salários atrasados. Diretoria e representantes se reúnem sábado.
Gilson Kleina aceitou o desafio de ser técnico da Ponte Preta pela sexta vez na carreira, mas ainda não sabe com quais jogadores poderá contar para a estreia. A equipe tem viagem marcada para este sábado, com destino a Belo Horizonte, e a definição do elenco que seguirá para enfrentar o América-MG permanece em aberto.
A indefinição decorre da paralisação dos atletas do elenco principal, que suspenderam as atividades em protesto contra salários atrasados. Está prevista uma nova reunião entre representantes dos jogadores e a diretoria para este sábado, com o objetivo de definir quais atletas aceitarão viajar para Minas Gerais.
Kleina já foi registrado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF e está liberado para comandar a Ponte no domingo, às 16h, no Independência. Mesmo com a liberação para atuar, o treinador trabalha com a possibilidade de formar a equipe majoritariamente com jogadores das categorias de base, caso a paralisação do grupo principal seja mantida.
A diretoria descartou a hipótese de W.O. Se os atletas do grupo principal mantiverem a decisão de não viajar, a Ponte será formada por jovem elenco da base.
Possível escalação
- Vinícius Ferrari
- Diego Leão
- Sergio Palacios
- Gustavo Almeida
- Júlio
- Gustavo Telles
- Juan
- Miguel
- Matheus Souza
- Nicolas (Cauã Felipi)
- João Vitor Damião
Neste cenário, apenas Sérgio Palacios não é formado nas categorias de base da Ponte. O zagueiro está emprestado pelo Bragantino e tem os salários pagos pelo clube detentor de seus direitos econômicos, mas tem demonstrado solidariedade aos companheiros e ainda não está convencido de que viajará para Belo Horizonte.
Jogadores emprestados acompanhando a paralisação
- Sergio Palacios — emprestado pelo Bragantino
- Lucas Cunha — cedido pelo Coritiba
- David da Hora — cedido pelo Coritiba
- Brandão — cedido pelo Coritiba
A principal preocupação da comissão técnica é a composição do banco de reservas e o número de atletas disponíveis para substituições durante a partida. Com um grupo majoritariamente jovem, a equipe precisará avaliar alternativas táticas e físicas para possíveis mudanças ao longo do confronto.
A definição final deve sair na reunião prevista para este sábado, quando diretoria e representantes dos jogadores tentarão encontrar um acordo para que parte do elenco principal esteja à disposição, ainda que a paralisação não seja encerrada. A Ponte chega para enfrentar o América-MG na lanterna da Série B, com apenas 10 pontos em 24 rodadas e sem vencer há 18 partidas.

