A General Motors revelou um novo passo em sua estratégia para o mercado brasileiro. Durante uma cerimônia em Brasília, com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, a montadora confirmou um investimento adicional de R$ 3,5 bilhões em sua base industrial no país. Esse aporte eleva o total de investimentos planejados para até 2028 para R$ 10,5 bilhões, com foco na introdução de tecnologia híbrida e na modernização das operações.
O novo montante se soma aos R$ 7 bilhões já anunciados pela empresa em 2024. O objetivo central desse investimento é acelerar a renovação do portfólio da Chevrolet, modernizar as fábricas e implementar novas tecnologias de propulsão, destacando a produção local de sistemas híbridos em São Paulo.
A GM atualmente realiza suas atividades no estado de São Paulo, nas fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos, além da unidade de componentes em Mogi das Cruzes. Embora o comunicado não especifique a distribuição exata dos novos investimentos por unidade, a injeção de capital visa fortalecer a competitividade da marca no Brasil e impulsionar a criação de empregos qualificados na região.
A principal novidade desse investimento é a criação da linha nacional de híbridos da Chevrolet. Os primeiros modelos a serem eletrificados serão o SUV compacto Tracker e a picape Montana, que contarão com motorização híbrida para atender às novas demandas de eficiência energética e aos avanços da concorrência.
A marca optará por um sistema híbrido leve (MHEV) de 48 Volts, que trabalhará em conjunto com o motor 1.2L turbo flex de três cilindros da família CSS Prime, que atualmente entrega 141 cv e 22,9 kgfm de torque, mantendo o câmbio automático de seis marchas. A produção deste novo conjunto mecânico ficará concentrada na fábrica de São Caetano do Sul.
Com a utilização de uma tensão de 48V, superior aos sistemas de 12V de alguns concorrentes, a tecnologia da Chevrolet promete oferecer um desempenho adicional. O motor elétrico servirá como um assistente ao motor a combustão durante acelerações e ultrapassagens, além de contribuir para a redução do consumo de combustível e das emissões de poluentes.
Para Thomas Owsianski, presidente da General Motors América do Sul, esse investimento ocorre em um momento crítico de transformação no setor automotivo e reforça a importância do Brasil na estratégia global da empresa. Ele afirmou:
“A indústria automotiva vive um período de profunda transformação tecnológica. Este investimento amplia nossa capacidade de desenvolver e produzir veículos competitivos no Brasil, acelera a adoção de novas tecnologias e contribui para a formação de competências e empregos que serão essenciais para o futuro da mobilidade.”
O aporte também visa consolidar o Brasil como um polo estratégico de exportação da GM para toda a América do Sul, aproveitando a infraestrutura industrial e a base de engenharia já estabelecida no estado paulista.
