Quatro filhos de Dominic Cascio, amigo de longa data de Michael Jackson, ajuizaram ação contra o espólio do artista alegando terem sido vítimas de abuso sexual do “Rei do Pop” durante mais de dez anos. A denúncia veio a público nesta quinta-feira (24), 17 anos após a morte do cantor e em meio à campanha de divulgação da cinebiografia Michael, prevista para chegar aos cinemas em abril de 2026.
Quem são os autores da ação
Edward, Dominic, Marie-Nicole e Aldo Cascio afirmam que Jackson os aliciou, drogou, estuprou e molestou desde que tinham entre sete e oito anos, prolongando-se até a adolescência. Segundo o processo, os abusos teriam ocorrido em viagens da Dangerous World Tour e em residências de celebridades, como a casa de Elizabeth Taylor, na Suíça, e a de Elton John, no Reino Unido.
O documento judicial detalha um episódio relatado por Aldo: aos sete anos, ele teria sofrido sexo oral do cantor, que usava a expressão-código “ir à Disneylândia” para solicitar encontros íntimos.
Mudança de versão
Em 2010, os irmãos Cascio negaram qualquer conduta imprópria de Jackson durante entrevista ao programa de Oprah Winfrey. A defesa da família afirma que eles decidiram falar agora para reagir a “falsas acusações de extorsão” feitas pelo espólio. Na ação, além de indenização, os autores dizem esperar encorajar outras supostas vítimas a se manifestarem.
Resposta do espólio
O advogado que representa os herdeiros de Michael Jackson classificou o processo como “uma tentativa desesperada de extorsão”, lembrando que, por mais de 25 anos, os Cascio defenderam publicamente o artista.
Acordo anterior e suspensão de pagamentos
A família Cascio procurou o espólio pela primeira vez em 2020 para relatar os supostos abusos e, na ocasião, firmou um acordo confidencial de cerca de US$ 16 milhões (aproximadamente R$ 80 milhões). Os repasses foram interrompidos no ano passado, motivo que teria levado os irmãos a recorrer à Justiça.
Outro caso envolvendo a família
Frank Cascio, quinto filho de Dominic e ex-assistente de Jackson, não integra a nova ação. Ele responde a processo separado, aberto em julho de 2025 no Tribunal Superior de Los Angeles, por supostamente tentar extorquir US$ 213 milhões (cerca de R$ 1,18 bilhão, à época) do espólio.
Até o momento, não há previsão de audiência inicial para o novo processo.
