O ator Miguel Falabella abriu o jogo no Roda Viva sobre os rumores que envolveram seu nome e o vírus HIV. Ele contou como a desinformação e o preconceito chegaram a prejudicar sua trajetória artística.
O ator Miguel Falabella, de 69 anos, relembrou um momento difícil que viveu ao ser alvo de um boato sobre ter contraído o vírus HIV. O artista compartilhou suas experiências em uma recente participação no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, onde abordou como a desinformação e o preconceito em torno do tema afetaram sua vida e carreira.
Falabella recordou que, durante uma apresentação em Londrina, no Paraná, uma notícia falsa sobre sua morte foi divulgada. Ele contou: “Eu me lembro que fui fazer um espetáculo em Londrina, no Paraná e saiu no jornal que eu tinha morrido no Hospital das Clínicas aqui [em São Paulo]. E não tinha nenhum ingresso vendido, porque tinha saído uma notícia que eu tinha morrido”.
Além do impacto profissional, o ator também relatou como o rumor afetou seu cotidiano. Ele mencionou que as pessoas começaram a evitá-lo em lugares públicos, como lojas. “Não podia nada, em um Natal, foi horrível. No Natal, entrei numa loja e ela foi esvaziando e poxa, era minha avó, as pessoas lendo aquilo. Uma coisa, porque era muita gente morrendo”, declarou.
Durante a conversa com o jornalista Ernesto Paglia, Falabella expressou sua preocupação com a falta de evolução no comportamento do público em relação ao tema. “A crueldade é do ser humano”, afirmou. Ele destacou a importância de se proteger emocionalmente dos comentários maldosos que surgiram em decorrência do boato.
Além de suas próprias experiências, o ator também comentou sobre colegas que lidaram com o HIV no passado e o medo que existia em torno da doença. Falabella enfatizou que a desinformação pode causar danos significativos na vida de pessoas que já enfrentam desafios relacionados à saúde.
O episódio que Falabella compartilhou traz à tona a necessidade de conversas mais abertas e respeitosas sobre a saúde e os desafios enfrentados por aqueles que vivem com o HIV, destacando que o vírus não é sinônimo de morte, mas sim um aspecto que deve ser tratado com informação e empatia.
