Itabaiana · quarta-feira · 07 de outubro de 2026
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Vinte e seis ex-funcionários da Meta Platforms entraram com uma ação judicial, acusando a gigante da tecnologia de utilizar software baseado em Inteligência Artificial (IA) para realizar demissões em massa de forma discriminatória. O processo foi protocolado em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, na segunda-feira (13), e alega que a empresa visou desproporcionalmente trabalhadores com deficiência ou que estavam em licença médica.

Os autores da ação foram informados em maio sobre a rescisão de seus contratos, com demissões programadas para o dia 22 de julho. Eles buscam uma decisão liminar que impeça a Meta de prosseguir com as demissões enquanto suas reivindicações estão sendo analisadas em arbitragem privada. De acordo com os trabalhadores, os contratos da empresa exigem que disputas trabalhistas sejam tratadas de forma individual, mas essa exigência não se aplica a pedidos de medidas emergenciais ou provisórias.

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Um porta-voz da Meta se manifestou sobre as alegações, afirmando que “as decisões organizacionais e de gestão de pessoal foram e são tomadas por pessoas, não por Inteligência Artificial”.

Esse caso pode se tornar o primeiro processo de grande relevância nos Estados Unidos a questionar o uso de IA em demissões. Em maio, a Meta demitiu cerca de 8 mil funcionários, o que representa 10% de sua força de trabalho global, e planejou mais cortes para o final deste ano, conforme informações veiculadas pela Reuters. Porém, desde então, o CEO Mark Zuckerberg declarou que não prevê mais demissões para este ano.

Essas mudanças são parte de uma reestruturação ampla, com a Meta aumentando seus investimentos em IA e integrando agentes de IA em suas ofertas de produtos e na operação interna. Os 26 autores do processo, que se mantêm anônimos, alegam que a Meta violou leis federais e estaduais que proíbem discriminação ou retaliação contra trabalhadores com deficiência, em licença médica ou grávidas.

Além disso, eles afirmam que a Meta não realizou testes adequados em seus sistemas de IA para detectar vieses, violando legislações recentemente aprovadas na Califórnia e na cidade de Nova York. Os ex-funcionários vêm de seis estados diferentes, incluindo Califórnia, Nova York e o Distrito de Colúmbia.

A petição inicial indica que a Meta utilizou diversos sistemas internos assistidos por IA para classificar e pontuar funcionários para as demissões, incluindo o “Metamate”, um assistente baseado em modelo de linguagem, e um “segundo cérebro” que monitorava comunicações e documentos dos trabalhadores. Também foi utilizada uma pontuação de produtividade, que se baseava na análise de dados como teclas digitadas, conteúdos da tela, e-mails e histórico de navegação.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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