Comprar por impulso, pagar apenas o mínimo do cartão de crédito e não ter uma reserva de emergência são atitudes que podem prejudicar seu planejamento financeiro. Essas práticas não só aumentam o risco de endividamento, mas também podem levar à perda de patrimônio.
Organizar o uso do seu dinheiro é fundamental para garantir a saúde das suas finanças e alcançar seus objetivos. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), o Brasil atingiu, em 2026, o maior índice de endividamento das famílias desde o início da sua série histórica. Um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelou que 80,9% das famílias brasileiras declararam possuir algum tipo de dívida em abril deste ano.
Além dos aspectos gerais da economia, como a alta taxa de juros e a pressão do custo de vida, o crescimento do uso do crédito rotativo e outros hábitos de consumo impactam no comprometimento da renda das famílias. Para ter finanças saudáveis, algumas atitudes devem ser evitadas.
O primeiro passo é a organização financeira, e isso passa pelo planejamento do que vai fazer com o seu dinheiro ao longo do tempo.
É importante começar HOJE, e não deixar para a próxima semana ou mês, pois isso aumenta as chances de resolver problemas financeiros e evitar novos imprevistos. Defina objetivos a curto, médio e longo prazo, incluindo como você pretende aumentar ou manter sua renda. Investir em cursos de especialização, em investimentos para renda passiva, propriedades ou projetos de negócios deve estar na sua lista de prioridades.
Faça uma análise detalhada de como seu dinheiro se movimenta nas contas, considerando ganhos e despesas ao longo do ano. Por exemplo, é comum gastar mais nos meses de dezembro e janeiro devido a festividades e obrigações como IPVA e IPTU. Essa diferença deve ser considerada no planejamento financeiro.
Esperar sobrar dinheiro no final do mês para poupar ou investir geralmente resulta em não conseguir guardar valor algum. O ideal é separar, assim que receber, uma quantia definida para as contas do mês e outra para a poupança. Não deixar o dinheiro parado na conta evita gastos extras, e é interessante pesquisar sobre tipos de investimento adequados ao seu perfil.
A reserva financeira é essencial, pois garante que, em caso de imprevistos, você tenha um recurso disponível para evitar a inadimplência. Essa reserva não deve ser confundida com investimentos de longo prazo.
O controle sobre os gastos é fundamental. Anotar despesas ajuda a entender para onde o dinheiro está indo e a definir um limite mensal para gastos não essenciais. Isso é válido também para compras parceladas, que comprometem o orçamento por um período. O cartão de crédito não deve ser visto como um dinheiro extra, mas sim como um adiamento de pagamento.
Se você já está inadimplente, deve identificar o tamanho das suas dívidas e a capacidade de pagá-las.
Renegociar dívidas é uma etapa importante, definindo condições que possibilitem sair da situação de negativação e retomar sua reputação no mercado de crédito.
