O empate com o Brusque selou a eliminação do Guarani na Série C, mas foi apenas um dos fatores. Nas quatro rodadas finais o time somou só dois pontos — perdeu pontos decisivos, como a virada do Anápolis e o empate com o Ypiranga.
O empate com o Brusque encerrou a campanha do Guarani na Série C, mas não foi o único fator da eliminação. Nas quatro partidas finais, o time conquistou apenas dois dos 12 pontos possíveis — aproveitamento de 16,7% — e terminou em décimo lugar com 28 pontos, um a menos que o Santa Cruz, último classificado ao quadrangular do acesso, que somou 29.
A curta distância na tabela evidenciou episódios em que o Bugre deixou escapar resultados que poderiam ter mudado o destino do clube. Entre esses jogos, destacaram-se a derrota de virada para o Anápolis no último lance e o empate com o Ypiranga depois de abrir dois gols de vantagem.
Em 10 de agosto, pela 16ª rodada, o Guarani saiu na frente do Anápolis, no estádio Jonas Duarte, e criou chances para ampliar, sem sucesso. O adversário reagiu e virou nos instantes finais: derrota por 2 a 1. A perda dos três pontos teve impacto além daquela noite, já que a vitória chegou a estar ao alcance do time.
“Faltou matar o jogo”, disse Elio Sizenando ao avaliar a partida.
Uma semana depois, no Brinco de Ouro, outra oportunidade foi desperdiçada. Dudu marcou o primeiro gol e Maurício Antônio ampliou no segundo tempo, deixando o Guarani em vantagem por 2 a 0. Em um intervalo de quatro minutos, porém, Pedro Lucas e Lucas Ramos empataram, e o jogo terminou 2 a 2. O resultado deixou o Bugre com 27 pontos, ainda em quarto colocação, mas já com dois pontos a menos frente a concorrentes diretos; a torcida protestou, e a entrevista de Elio foi acompanhada por manifestações do lado de fora do estádio.
Na penúltima rodada, a visita ao Botafogo-PB, em 22 de agosto, resultou em outra derrota: 3 a 1. O Guarani permaneceu com 27 pontos e chegou à última rodada sem vencer havia três partidas, período em que somou apenas um ponto de nove possíveis.
Na decisão de 29 de agosto, o Guarani voltou a abrir o placar: Maranhão anotou no primeiro tempo. O Brusque reagiu no segundo tempo com Petterson e Ariel, que viraram em três minutos. Matheus Guilherme ainda empatou, mas o 2 a 2 final foi insuficiente para colocar o Bugre entre os oito classificados.
Em três dos quatro jogos finais — contra Anápolis, Ypiranga e Brusque — o Guarani esteve à frente e não venceu, somando apenas dois pontos nesses confrontos. Mesmo que uma derrota tivesse sido convertida em empate, o time chegaria a 29 pontos, mas ficaria atrás no primeiro critério de desempate: número de vitórias (7 contra 8 do Santa Cruz). Já transformar um dos empates com Ypiranga ou Brusque em vitória levaria o Guarani a 30 pontos, o que, mantidos os demais resultados, seria suficiente para avançar.
