Itabaiana · terça-feira · 15 de setembro de 2026
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O maquiador relatou um período de dependência química e afirmou ter recorrido à droga para amenizar a dor da depressão. Ele disse que o alívio era passageiro e que, ao passar, a sensação de sofrimento aumentava.

O maquiador Eduardo Sacchiero falou sobre o período em que enfrentou dependência química e detalhou o uso de metanfetamina como tentativa de diminuir o sofrimento provocado pela depressão. Em entrevista, ele explicou que recorria à droga não em busca apenas dos efeitos estimulantes, mas como um recurso para tentar interromper uma dor emocional intensa.

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Segundo o relato, o consumo de metanfetamina estava ligado à tentativa de escapar do desconforto emocional. Ele contou que o alívio trazido pela substância era temporário e que, quando o efeito passava, a dor retornava de forma ampliada, acompanhada de arrependimento e sofrimento ainda maiores.

“Só teve uma droga que foi o período que eu usei, que foi a metafentamina. Mas depois que vir pra clínica, tudo foi resolvido.”

O maquiador descreveu um conflito entre a vontade de não sentir mais a dor e a consciência das consequências do uso. Ele relatou que chegava a consumir a droga chorando, justamente porque buscava um alívio imediato para o sofrimento que vivia.

“Aí que tá o segredo né, porque assim, igual eu falei pra vc, eu só usei a droga pra anestesiar uma dor que eu tava sentindo, e quando passa o efeito, a dor vem 3 vezes mais. O arrependimento vem 3 vezes mais.”

Em outro trecho da conversa, ele descreveu que o efeito da substância ocorria de forma contrária ao esperado: em vez de resolver, o uso aumentava a dor e o arrependimento por ações que não queria ter tomado.

“Mas o efeito, é um efeito ao contrário, porque eu sentia mais dor ainda, e arrependimento por ter feito algo que eu não queria fazer. Eu fazia chorando, porque queria anestesias aquela dor. Dor que hoje não se encontra mais.”

Ao falar sobre o processo de recuperação, Sacchiero destacou a importância de não passar pelo sofrimento sozinho e de contar com pessoas dispostas a oferecer suporte. Ele atribuiu parte da melhora ao tratamento em clínica e ao apoio recebido ao longo do processo.

“Por isso que falo que nesses momentos é importante pedir ajuda, ter uma rede de apoio que te apoie mesmo, que foi que tive e é o que venho tendo.”

O relato fez parte de uma conversa mais ampla sobre a transformação pessoal que ocorreu após a internação. Ele afirmou que a passagem pela clínica provocou um despertar espiritual e o levou a adotar uma rotina de fé, oração e disciplina como parte da sua recuperação e manutenção do bem-estar.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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