Itabaiana · sábado · 17 de outubro de 2026
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O banqueiro foi ouvido no presídio Papudinha na manhã de quinta (27/8). O depoimento foi conduzido pelo juiz auxiliar João Azambuja, que foi pessoalmente ao local. Fontes dizem que ele não atua no caso Master.

Sem alarde, o banqueiro Daniel Vorcaro prestou depoimento ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na semana passada, em Brasília. Segundo fontes do Supremo, a oitiva ocorreu na manhã de quinta-feira (27/8) e foi conduzida por João Azambuja, juiz auxiliar do gabinete do ministro.

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As mesmas fontes informaram que o juiz auxiliar foi pessoalmente ao presídio conhecido como Papudinha, onde Vorcaro está detido. Azambuja, segundo fontes do gabinete do ministro, não atua no caso Master e teria sido escalado pelo chefe especialmente para colher esse depoimento do banqueiro.

Oitiva teve a presença de um representante do Ministério Público, mas não contou com a participação de agentes da Polícia Federal (PF). Essa ausência provocou críticas de integrantes da corporação e gerou desconfianças de que estariam negociando uma delação, segundo relatos obtidos por fontes consultadas.

Em nota, o gabinete de Mendonça afirmou que o depoimento foi solicitado pela defesa do preso e apresentou justificativas sobre o procedimento. O texto oficial destacou a necessidade de proteção do depoente e a legalidade do ato processual.

Por requerimento expresso da defesa do depoente, que relatou estar sofrendo graves intimidações e solicitou ser ouvido com urgência. Trata-se de ato processual regular.

O gabinete também explicou que a ausência de representantes da Polícia Federal seguiu normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que tratam de medidas de proteção ao depoente em certas hipóteses. Essas resoluções foram citadas nominalmente na nota oficial.

A presença de representante do Ministério Público em audiências dessa natureza é exigência legal, e foi observada. Quanto à Polícia Federal, as normas do Conselho Nacional de Justiça consagram, como garantia de incolumidade física e psicológica do depoente, o afastamento da equipe policial responsável pela investigação nos atos em que ele é ouvido (Resolução CNJ nº 213/2015, com as alterações da Resolução nº 562/2024). Tratando-se de depoimento motivado por relato de graves intimidações, a não convocação de agentes policiais seguiu essa mesma diretriz de proteção, e não qualquer escolha de conveniência do gabinete.

O conteúdo do depoimento é resguardado por sigilo legal. Não procede a informação de que teriam sido abordados temas relacionados ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes.

Na sexta-feira (28/8), Vorcaro voltou a prestar depoimento no âmbito do caso Master. Desta vez, a oitiva foi realizada diretamente à Polícia Federal, por meio de videoconferência, com o banqueiro na Papudinha e o delegado da PF participando remotamente.

Os fatos descritos mantêm o caráter processual e confidencial das diligências. Fontes oficiais e do próprio gabinete sinalizaram que as decisões sobre quem participa de audiências seguiram critérios de proteção e de conformidade com normas vigentes, enquanto críticas por ausência de agentes da PF permanecem entre integrantes da corporação.

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