Itabaiana · sexta-feira · 02 de outubro de 2026
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A ONU (Organização das Nações Unidas) para o comércio e o desenvolvimento alertou que, apesar da reabertura do Estreito de Ormuz trazer um alívio imediato aos mercados de energia, as economias vulneráveis continuam expostas ao risco de aumentos prolongados nos custos dos alimentos e combustíveis.

A UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) publicou um relatório que destaca que os sistemas de alimentos e transporte provavelmente levarão mais tempo para se recuperar em comparação aos mercados de energia. Isso se deve ao fato de que as cadeias de abastecimento, que foram severamente interrompidas, demandarão mais tempo para se restabelecer, após mais de 100 dias de interrupções significativas no transporte marítimo por essa via estratégica.

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O Estreito de Ormuz, que normalmente transporta cerca de 20% dos suprimentos globais de petróleo e gás, ficou praticamente paralisado durante o conflito que teve início após os ataques conjuntos dos EUA e de Israel ao Irã no final de fevereiro. Embora o preço do petróleo Brent tenha caído drasticamente para cerca de US$73 por barril, próximo aos níveis anteriores ao conflito, a UNCTAD alertou que os custos mais elevados de combustível, gás e fertilizantes podem continuar a impactar a produção agrícola, os custos de transporte e os orçamentos familiares.

As economias vulneráveis estão particularmente expostas a flutuações nos preços do petróleo e dos fertilizantes. Além disso, os preços persistentemente altos dos alimentos podem colocar ainda mais pressão sobre as famílias de baixa renda. Segundo a UNCTAD, um aumento de 5% nos preços dos alimentos pode elevar significativamente o risco de emaciação infantil.

A agência identificou 61 economias vulneráveis que estão expostas a choques nas importações de petróleo e cereais relacionados à interrupção no Estreito de Ormuz. Um exemplo é Cabo Verde, que depende fortemente do combustível importado e enfrenta aumento nos custos de eletricidade, transporte e alimentos, que podem persistir mesmo após a estabilização dos mercados de energia.

Os países importadores de alimentos básicos, como o Iémen, também permanecem altamente vulneráveis, pois suas economias frágeis não estão preparadas para absorver os preços elevados dos grãos e os custos de transporte. Diante desse cenário, a UNCTAD pede apoio internacional para ajudar os países mais expostos a se recuperarem dos choques recentes.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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