Desde sua chegada ao clube, Domínguez soma 33 jogos e já lidera nas estatísticas: 15 vitórias, oito empates e 10 derrotas. O time está alinhado ao seu estilo e segue invicto há 11 partidas.
Em seis meses no comando do Atlético-MG, Eduardo Domínguez vem imprimindo seu estilo e já deixou números que o colocam à frente do antecessor entre as passagens registradas pelo clube. O trabalho do treinador aparece em estatísticas e em mudanças de comportamento da equipe: o time está alinhado com suas ideias e vem embalado, invicto há 11 jogos.
Domínguez alcançou a marca de 33 jogos à frente do clube, igualando o número de partidas da última passagem de Jorge Sampaoli. No entanto, os resultados colocam Domínguez à frente nas estatísticas: são 15 vitórias, oito empates e 10 derrotas, com aproveitamento de 53%. Na passagem anterior, Sampaoli saiu com 10 vitórias, 15 empates e oito derrotas, com aproveitamento de 45%. Sampaoli foi demitido em fevereiro; dias depois, Domínguez chegou a Belo Horizonte para assumir o cargo.
O treinador ganhou apelidos entre parte da torcida e imprensa: é chamado de “Barba” e, em alguns momentos, de “Barbola”. O modelo de jogo também recebeu rótulo popular: “barbabol”. A proposta tática que vem sendo aplicada é mais direta e defensiva: linhas mais baixas, foco maior na organização defensiva e menos preocupação com volume de jogo.
O apoio a Domínguez tem sido percebido tanto no vestiário quanto nas arquibancadas. Jogadores reconhecem que o elenco absorveu as ideias do técnico, mesmo com oscilações ao longo da temporada. O meia-atacante Bernard falou sobre o período do treinador à frente do time e apontou que há pontos a ajustar.
“A gente sabe também que, independentemente dessa sequência de invencibilidade que a gente vem vivendo, em alguns momentos, a gente teve uma oscilação. Precisa melhorar, precisa fazer coisas melhores. Eu acredito que o elenco entendeu aquilo que ele quer. E acima de tudo, abraçou a ideia e tem tentado.”
Apesar da invencibilidade após a Copa do Mundo, as apresentações do time nem sempre foram convincentes, especialmente em jogos eliminatórios. Contra Ceará e Juventude, pela Copa do Brasil, e Bragantino, pela Sul-Americana, o time foi salvo nos minutos finais em partidas decisivas.
“Espero que a gente possa continuar crescendo. Não só como time, mas individualmente também. Acredito que quando a gente vai elevando o nosso nível individualmente, taticamente, vai crescendo e vai crescer cada vez mais.”
O percurso do treinador também teve momentos de tensão. No início da passagem, foi flagrado chutando uma garrafa de água, e, após a derrota por 2 a 0 para o Coritiba em abril, houve rumores de que Domínguez teria pedido para deixar o cargo, o que ele negou veementemente. A confiança do clube e do grupo retornou nas semanas seguintes, com melhoria gradativa nos resultados.
Atualmente, o Atlético está na sétima posição, com 33 pontos, a seis pontos do G-5, zona de classificação para a próxima Libertadores, objetivo da temporada. O time ainda segue vivo em duas competições que podem abrir caminhos para esse objetivo: a Sul-Americana, na qual está classificado às quartas de final, e a Copa do Brasil, em que disputará as quartas de final.

