Djavan, um dos artistas mais queridos da música brasileira, receberá uma nova homenagem que vai além dos palcos. O livro “Djavan – Dizem que o amor atrai: a biografia-reportagem”, escrito por Tiago Ramos e Mattos, será lançado para os fãs como uma oportunidade de conhecer a trajetória, memórias e detalhes da vida do cantor através da visão das pessoas mais próximas a ele.
A obra explora diferentes fases do “jardim da vida” do músico, desde sua infância em Maceió até sua consagração nacional e internacional. O autor destaca a influência decisiva de sua mãe, Dona Virgínia, e como as origens, a ancestralidade africana e a relação com a natureza moldaram a identidade única de Djavan.
“Cantar é tirar o que está ‘guardado dentro’ e dar-se para doar um universo encantado. É preciso dividir para resistir. A arte de cantar é, assim, extravasar o que o coração não comporta. Para Djavan, é ponte, não monólogo (…). É mérito que move o dom e anima as almas”, afirma o artista na obra.
Tiago Mattos, autor também de “Silvio Santos vem aí: a biografia-reportagem do ‘patrão’”, dedica sua trajetória ao estudo das narrativas de grandes personalidades brasileiras. Para compor este novo retrato, Mattos entrevistou familiares de Djavan, incluindo um sobrinho e sua esposa, além de revisitar lugares importantes da infância do cantor em Maceió, trazendo novas perspectivas sobre sua formação e vínculos afetivos.
Entre as histórias resgatadas, estão momentos essenciais da carreira de Djavan, como a descoberta do violão aos 16 anos, quando decidiu deixar o sonho de ser jogador de futebol para seguir sua paixão pela música, e sua chegada ao Rio de Janeiro.
A biografia-reportagem também traz revelações sobre episódios já conhecidos pelos fãs, como o verdadeiro significado da música “Flor de Lis”, a história de uma colaboração que quase aconteceu com Michael Jackson, além de músicas que foram censuradas durante a ditadura militar e composições inéditas. Ao revisitar cinco décadas de carreira, o autor apresenta um retrato de um artista em constante movimento criativo, em busca do “esplendor em si”.
Com um formato de biografia não-autorizada, Mattos explora a figura de Djavan como amigo, marido e pai. Através das entrevistas, o autor constrói uma imagem do cantor que vai além do imaginário popular, abordando suas alegrias, perdas, preconceitos enfrentados, paixões, família, posicionamentos políticos e suas constantes reinvenções. Entre relatos e entrevistas, a obra se revela um retrato íntimo de um homem que transformou suas vicissitudes em beleza.
