Programa renegociou dívidas com saldo do FGTS de milhões de trabalhadores. Cada participante usou, em média, R$ 604 do fundo. Saques ficam suspensos até recomposição do saldo.
O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) anunciou que, até o momento, 3,34 milhões de trabalhadores já aderiram ao programa de renegociação de dívidas conhecido como Desenrola 2.0. Dentre esses participantes, impressionantes 94,3% são optantes do saque-aniversário.
Uma das regras para a elegibilidade no programa é que o uso do FGTS para a renegociação de dívidas suspenderá temporariamente novos saques anuais e antecipações do saque-aniversário até que o saldo seja recomposto.
Em média, cada trabalhador utilizou R$ 604,73 do saldo do seu FGTS para renegociar suas dívidas. O programa permite que se utilize até 20% do saldo do fundo ou até R$ 1 mil.
Os dados do conselho revelam que já foram contabilizados 7,18 milhões de contratos renegociados através do Desenrola, o que reflete uma média de duas renegociações por trabalhador. Com base nas informações preliminares, o governo federal projeta uma saída de R$ 3,88 bilhões do FGTS para essa finalidade.
No mês de maio, o governo facilitou o acesso à consulta do FGTS por meio do Desenrola, e a previsão é que no dia 25 de junho ocorra o primeiro repasse de valores do fundo para as 33 instituições financeiras que estão habilitadas a operar no programa.
Sobre as operações já realizadas, o Conselho Curador do FGTS informou que foram registradas 17 mil operações com reserva de saldo do FGTS, totalizando R$ 10,3 milhões em operações até o momento. O Nubank se destaca no ranking de operações, sendo responsável por cerca de 85,2% do total, o que equivale a R$ 8,3 milhões. Em média, os trabalhadores utilizaram R$ 568,45 do saldo do FGTS para renegociar suas dívidas com essa instituição financeira.
