Itabaiana · quinta-feira · 17 de setembro de 2026
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Entre 18 e 22 de abril, o NAB Show 2026 movimentou o Las Vegas Convention Center, nos Estados Unidos, reunindo cerca de 60 mil visitantes. A presença brasileira foi destaque, reforçando a discussão sobre o Rádio 3.0 e a integração entre broadcast, streaming e soluções híbridas.

O tema ganhou corpo em um bate-papo realizado no estande do portal tudoradio.com, que contou com Cristiano Flores (presidente executivo da Abert), o consultor Cristiano Stuani e o jornalista Daniel Starck. O trio avaliou que o setor vive um momento de reorganização para manter relevância em múltiplas plataformas.

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Brasil volta a ser a maior delegação estrangeira

Segundo Flores, o país provavelmente formou novamente a maior delegação internacional do evento, reunindo radiodifusores, parlamentares, representantes do Ministério das Comunicações e conselheiros da Anatel. O executivo destacou que a feira, que antes da pandemia chegava a superar 100 mil participantes, mantém vigor mesmo em processo de redimensionamento.

Rádio 3.0: narrativa clara para o mercado

Para os participantes, a definição de Rádio 3.0 combina a linguagem tradicional do meio, a transmissão em FM/AM, a distribuição via streaming e o acréscimo do rádio híbrido, especialmente no ambiente automotivo. Flores defendeu uma “narrativa clara e universal” para explicar a evolução ao público e, principalmente, aos anunciantes.

Integração elimina disputa entre broadcast e internet

O grupo apresentou números que indicam relação de complementaridade: quando o ouvinte encontra a emissora com facilidade no dial e no celular, o consumo cresce nas duas frentes. “As pessoas escutam onde for mais simples”, sintetizou Starck.

Plataformas em evidência

Visitas a empresas como Xperi/Xperia, RadioPlayer, DTS/DNS e Triad mostraram soluções operando comercialmente. Entre elas, o RadioPlayer chamou atenção por valorizar a frequência tradicional e incorporar dados do streaming, recurso considerado com alta capacidade de penetração na indústria automobilística.

Metadados e experiência do usuário

Cristiano Stuani chamou a atenção para falhas básicas ainda frequentes no Brasil, como RDS incompleto ou ausência do nome da emissora nos receptores. Ele sugeriu uma cartilha para padronizar metadados, etapa vista como fundamental antes de avançar em projetos híbridos, visuais ou multiplataforma.

Dados e publicidade

Flores apontou dashboards que mapeiam deslocamentos da audiência como exemplo de inteligência valiosa para programação, promoções e venda de mídia. A Abert trabalha em ações para traduzir essas possibilidades ao mercado publicitário, incluindo a campanha Rádio é só ligar e um encontro com mais de 70 agências previsto para Porto Alegre ainda em 2026.

Jornalismo e ambientes supervisionados

O debate também abordou o papel estratégico de rádio e TV diante do excesso de informação e do avanço da inteligência artificial. Para Flores, marcas e público voltam a buscar ambientes editoriais confiáveis, o que reforça a importância do jornalismo profissional.

Com a etiqueta de “Rádio 3.0” ganhando força dentro e fora do setor, a delegação brasileira deixou Las Vegas com a meta de acelerar ajustes técnicos e fortalecer o diálogo com anunciantes, governo e indústria para consolidar a nova fase do meio.

Fonte: tudoradio.com

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