A defesa de Deolane Bezerra trabalha para transferir a influenciadora da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista para uma unidade prisional em São Paulo que possua cela especial destinada a advogados. Essa informação foi confirmada por fontes ligadas ao caso e está respaldada em documentos da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), que elaborou um levantamento detalhado sobre as unidades com esse tipo de acomodação.
Os documentos foram encaminhados ao promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), e contêm informações sobre a estrutura das celas especiais, incluindo a capacidade, ocupação atual e homologação judicial. Além disso, o levantamento também fornece dados sobre a quantidade de advogados e outros profissionais atualmente custodiados em cada estabelecimento.
“Esse levantamento é utilizado pela equipe jurídica de Deolane para analisar quais unidades poderiam recebê-la em uma eventual transferência”, afirmam fontes ligadas ao processo.
Embora os documentos não especifiquem qual penitenciária seria o destino desejado pela defesa, eles apresentam um panorama das unidades disponíveis. Ao todo, a SAP relaciona oito estabelecimentos prisionais com celas especiais no estado, são eles:
- Penitenciária Feminina II de Tremembé;
- Centro de Detenção Provisória ASP Nayran Xavier Ribeiro, em Ribeirão Preto;
- Penitenciária de Taiúva;
- Penitenciária “Dr. Sebastião Martins Silveira”, em Araraquara;
- Penitenciária Feminina de Guariba;
- Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu;
- Penitenciária Feminina “Oscar Garcia Machado”, em Votorantim.
As planilhas elaboradas pela SAP mostram que essas sete unidades, além da penitenciária de Tupi Paulista, onde Deolane se encontra presa no momento, concentram 33 celas especiais, com capacidade para 71 presos. No momento do levantamento, 34 vagas estavam ocupadas, enquanto as demais estavam disponíveis ou aguardavam homologação judicial.
Outro documento enviado ao GAECO detalha o perfil dos custodiados nas celas especiais, informando quantos advogados, magistrados, membros do Ministério Público, defensores públicos, delegados, policiais e oficiais militares estão detidos em cada unidade. Esse levantamento geralmente é usado pela administração penitenciária para determinar a destinação de presos com prerrogativas legais.
A discussão sobre a possível transferência de Deolane ocorre em meio à ofensiva da defesa para questionar as condições de sua custódia. Fontes ligadas ao caso afirmam que os advogados também solicitaram novos relatórios sobre as condições da penitenciária e estão analisando documentos relacionados à estrutura da unidade, incluindo laudos ambientais.
Até o momento, não há decisão judicial autorizando a transferência da influenciadora. Os documentos obtidos confirmam que a Secretaria da Administração Penitenciária realizou o levantamento das unidades com cela especial, e fontes ligadas ao processo afirmam que esse material integra a estratégia da defesa para buscar uma possível mudança de estabelecimento prisional.




