Itabaiana · quarta-feira · 07 de outubro de 2026
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Daniella Marques, coordenadora de propostas econômicas da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL), defendeu a implementação de um “orçamento base zero” no Brasil durante uma entrevista ao CNN 360º nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026. Em sua fala, ela destacou a necessidade de reformular a governança fiscal do país.

Segundo Daniella, o Brasil enfrenta uma gestão ineficiente dos ativos da União. Ela afirmou:

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“Talvez as pessoas se atentem um pouco ao que foi a destruição em termos de governança, o descontrole de gasto e a magnitude do gasto que foi feito, principalmente nesse último ano, nesse terceiro governo do Lula.”

Diante desse cenário, Daniella enfatizou que o foco deve ser na reformulação da estrutura fiscal e não em pequenas medidas de corte.

“Hoje eu acho que precisa de um orçamento base zero e uma governança, como você tem na política monetária,”

afirmou ela. Segundo a economista, um modelo de política monetária opera com transparência, metas e obrigações compartilhadas, e isso é o que falta na política fiscal atual.

A coordenadora ainda ressaltou que Flávio Bolsonaro já se comprometeu publicamente a colocar as contas em ordem como prioridade. Além disso, ela mencionou que o plano econômico do pré-candidato inclui a proposta de uma PEC durante o período de transição de governo.

Daniella explicou que o plano também prevê mecanismos para controlar a trajetória da dívida e cortes em privilégios e gastos tributários.

“A gente está indo para um cenário de dominância fiscal, a ideia é reancorar as expectativas, dar um choque de credibilidade, fazer um ajuste de largada e a própria curva vai fazer uma parte do trabalho a hora que você recupera a credibilidade,”

declarou.

Ela ainda fez um comparativo entre diferentes períodos de governo para ilustrar o agravamento das contas públicas. Destacou que, durante a pandemia, a gestão de Jair Bolsonaro gastou R$ 700 bilhões para salvar vidas, empresas e empregos, e que no ano seguinte já foi registrado um superávit.

“Foi o primeiro governo que entrou com uma dívida/PIB menor do que saiu. Esse agora assumiu com 71,67% e está entregando acima de 80%, mas com uma desgovernança absoluta da gestão dos ativos da União,”

disse.

Daniella apontou que o orçamento atual se tornou “uma peça de ficção totalmente congelada”, sem margem para governança. Ela também criticou a dinâmica entre os três poderes no controle do orçamento, mencionando a dificuldade que o Executivo enfrenta para manter o teto de gastos.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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