No primeiro semestre de 2026, o Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) registrou um total de 517 prisões em flagrante. A maior parte dessas prisões envolve homens suspeitos de agressão contra mulheres. Durante o mesmo período, foram instaurados mais de 2 mil inquéritos policiais, além de 1.208 medidas protetivas de urgência solicitadas. Também foram cumpridos 51 mandados de prisão e 1.391 investigações foram concluídas e encaminhadas ao Poder Judiciário.
Esses números refletem o trabalho colaborativo entre a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as Guardas Municipais, a Casa da Mulher Brasileira, o Judiciário e outros órgãos da rede de proteção. A maior parte dos registros ocorreu na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, que foi responsável por quase 75% dos procedimentos realizados.
Entre janeiro e junho, a Delegacia instaurou 1.540 procedimentos investigativos, com base em mais de 2 mil boletins de ocorrência. Além disso, 1.011 medidas protetivas foram encaminhadas à Justiça, assegurando que as vítimas recebam amparo imediato, permitindo o afastamento dos agressores.
Em relação à repressão aos crimes, 37 suspeitos de violência doméstica foram presos ao longo do semestre. Centenas de investigações foram concluídas para garantir a responsabilização dos envolvidos em casos de violência contra a mulher.
A delegada Mariana Diniz, diretora do DAGV, comentou que os resultados demonstram um avanço no combate à violência. Ela destacou: “Garantir a proteção de quem mais precisa é a nossa missão diária na Polícia Civil, e os números do primeiro semestre de 2026 mostram o impacto direto das ações especializadas. A violência doméstica e familiar contra a mulher ainda é a nossa demanda mais expressiva.”
A delegada também ressaltou a importância do atendimento humanizado nas delegacias especializadas e na Casa da Mulher Brasileira, enfatizando a seriedade e a técnica envolvidas nesse processo.
A Polícia Civil reforça que a denúncia é fundamental para romper o ciclo de violência. Vítimas são orientadas a procurar uma unidade policial ou serviços especializados, pois denunciar pode salvar vidas.
