Itabaiana · terça-feira · 06 de outubro de 2026
⏱ 3 min de leitura

Quase dois anos após a captura do chefe do tráfico mexicano, Ismael “El Mayo” Zambada, a batalha interna que se seguiu no Cartel de Sinaloa continua a gerar violência no estado noroeste do México. Os confrontos entre as facções rivais persistem, indicando que a crise de segurança se intensificou. Um relatório da International Crisis Group, divulgado recentemente, destaca que, apesar das ações do governo e das apreensões de drogas, o tráfico de fentanil permanece ativo.

No dia 20 de julho, está prevista a sentença de Zambada, que se declarou culpado por tráfico de drogas em agosto de 2025. A captura do cofundador do cartel, que ocorreu no final de julho de 2024, criou um vácuo de poder e uma luta acirrada entre os grupos Los Mayos e Los Chapitos, resultando em um aumento alarmante de homicídios e violência na região.

Publicidade

O relatório menciona que a disputa entre essas facções se intensificou desde setembro de 2024 e teve um impacto devastador sobre a vida cotidiana nas principais cidades de Sinaloa, como Culiacán e Mazatlán. As duas facções estão em um confronto violento, utilizando armas de fogo, veículos blindados e drones, o que tem contribuído para altos níveis de violência.

“A brutalidade é resultado de três fatores. Primeiro, ambas as facções buscam infligir o máximo de crueldade possível uma contra a outra como forma de vingança. Segundo, a necessidade de novos integrantes levou os grupos a recorrerem a jovens assassinos com pouca experiência. E terceiro, as facções estão adotando táticas de outros grupos criminosos”, explica o relatório.

Além de Los Mayos e Los Chapitos, o Cartel de Sinaloa conta hoje com outros dois grupos importantes, liderados por Aureliano Guzmán, conhecido como “El Guano”, e Fausto Isidro Meza Flores, conhecido como “El Chapo Isidro”. A dinâmica entre essas facções e suas constantes mudanças de alianças têm contribuído para a instabilidade na região.

Desde que os confrontos começaram, Sinaloa registrou 2.829 homicídios dolosos até maio deste ano, sendo 1.656 só em 2025, que foi considerado o ano mais violento da última década. Embora o governo tenha enviado forças militares para conter a violência, os conflitos se deslocaram para áreas rurais, onde a situação permanece crítica.

O tráfico de fentanil, por sua vez, continua a ser uma preocupação. Apesar das apreensões, as autoridades não têm evidências de que a produção e o fluxo dessa droga para os Estados Unidos tenham diminuído. O relatório indica que o fentanil continua acessível nas cidades fronteiriças, com poucos sinais de alteração nos preços ou na disponibilidade da substância.

“A violência se intensificou nas áreas rurais, com assassinatos e desaparecimentos ocorrendo em um ritmo alarmante. As autoridades federais ainda estão longe de expulsar os grupos criminosos de Sinaloa”, conclui o documento.

Redação
ESCRITO POR
Redação

Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

10253 artigos publicados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🔔

Quer receber as notícias em primeira mão?

Notificações das principais notícias de Sergipe direto no seu navegador — sem spam.