Itabaiana · segunda-feira · 28 de setembro de 2026
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O número de contratos dobrou em um ano, mas o valor médio caiu de R$ 8,6 mil para R$ 2,3 mil. Entenda o que mudou no consignado privado para trabalhadores CLT.

Um ano após a criação do Crédito do Trabalhador, o número de contratos de crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada (CLT) mais que dobrou, passando de cerca de 11 mil para mais de 25 mil operações. Contudo, no mesmo período, o valor médio dos empréstimos sofreu uma queda significativa de 73%, reduzindo-se de R$ 8,6 mil para R$ 2,3 mil, conforme levantamento divulgado pela Serasa Experian nesta segunda-feira (22).

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Os dados indicam que essa modalidade de crédito continua em expansão. De acordo com o Banco Central (BC), o volume mensal liberado em consignado privado aumentou de R$ 1,5 bilhão para quase R$ 11 bilhões após a implementação do programa.

Além do crescimento na demanda, a pesquisa aponta mudanças no perfil das operações. O prazo médio dos contratos caiu 48%, e o número médio de instituições financeiras que oferecem crédito por empresa saltou de quatro para 21, evidenciando uma maior concorrência entre os bancos.

“O Crédito do Trabalhador levou bancos e empresas a reorganizarem a lógica de concessão diante de um novo perfil operacional do mercado. O primeiro ano do programa mostrou que existia uma demanda reprimida entre trabalhadores CLT, ao mesmo tempo em que exigiu das instituições financeiras uma adaptação para ofertar crédito em um ambiente mais amplo e competitivo”, afirma Délber Lage, CEO da SalaryFits, empresa da Serasa Experian.

O levantamento também revela que 78% dos trabalhadores que contrataram o novo consignado possuem mais de 81% da renda comprometida com dívidas de empréstimos e outras obrigações financeiras. Essa alta taxa de comprometimento salarial levanta preocupações sobre a saúde financeira dos trabalhadores.

Segundo a Serasa Experian, a adesão ao crédito consignado foi mais intensa entre os consumidores que têm um histórico de acesso ao crédito mais limitado. A análise aponta que 86% dos empréstimos foram contratados por trabalhadores com pontuações nas faixas mais baixas de score de crédito, enquanto apenas 21% dos tomadores possuíam pontuação superior a 600.

“É fundamental ressaltar que, à medida que o consignado passa a fazer parte da rotina financeira de mais trabalhadores, cresce também a importância de planejamento e educação financeira para garantir decisões mais conscientes na contratação do crédito”, conclui Délber.

O estudo analisou 191.798 contratos de empréstimo consignado privado vinculados a 88 empresas, considerando operações realizadas até abril de 2026 e envolvendo 61 instituições financeiras.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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