Erasmo Carlos, que completaria 85 anos em 5 de junho, terá composições da primeira metade dos anos 1970 revisitadas por alguns dos principais artistas do rap brasileiro no disco “Mano”, programado para chegar às plataformas digitais exatamente na data do aniversário do cantor.
O projeto reúne Emicida, Marcelo D2, Criolo, Dexter, Xamã, Budah, Rael, Tássia Reis e o duo Tasha & Tracie, que gravaram vozes sobre os fonogramas originais do “Tremendão”. As bases foram extraídas dos álbuns Carlos, Erasmo (1971), Sonhos e Memórias 1941/1972 (1972) e Projeto Salva Terra! (1974).
Convidados e faixas
No repertório, Emicida abre o disco com nova leitura de “É Preciso Dar um Jeito, Meu Amigo”, música de 1971 que voltou a ganhar destaque após integrar a trilha do filme Ainda Estou Aqui (2024). Marcelo D2 recria “Maria Joana”, canção que aborda o consumo de cannabis, enquanto Budah divide os vocais com Erasmo em “Cachaça Mecânica”. Já Criolo e Tássia Reis participam da releitura de “Gente Aberta”, que recebeu o título “Imensamente Visceral”.
Concepção
Idealizado por Léo Esteves, filho e responsável pelo acervo do artista, o álbum foi desenvolvido em parceria com o produtor Marcus Preto, que assinou os últimos trabalhos de Erasmo Carlos e tem no currículo colaborações com Gal Costa, Angela Ro Ro e Tom Zé. Inicialmente pensado como um disco de remixes, o projeto evoluiu para duetos virtuais, nos quais os rappers acrescentaram versos alinhados aos temas originais de amor, liberdade e crítica social.
Homenagens ampliadas
Além do lançamento digital, “Mano” ganhará edição em vinil prevista para o segundo semestre. As comemorações pelo que seria o 85º aniversário de Erasmo incluem ainda um show especial da Orquestra Imperial, grupo carioca dedicado a revisitar obras de grandes compositores brasileiros.
