Depois de remontado, o nosso Citroën C3 está de volta à frota do Longa Duração para finalizar a avaliação que não terminou por não ser possível remover o cinto de segurança traseiro esquerdo. A porca que prende o cinto teve a solda comprometida e se soltou, o que impediu o acesso ao componente sem uma intervenção mais profunda.
A Stellantis informou que apenas as concessionárias têm capacidade para remover a peça. Seguindo essa orientação, levaremos o C3 a uma oficina autorizada, mas antes registramos detalhadamente as condições do carro para ter um comparativo caso seja necessária qualquer intervenção estrutural.
Para documentar o estado atual, fizemos uma vistoria completa na oficina de vistorias SuperVisão, no bairro Sumaré, em São Paulo. Optamos pela vistoria Certicar, a mais completa, que custou R$ 500. A inspeção conferiu acessórios, pintura, estrutura atrás das vedações das portas, o funcionamento de equipamentos e módulos eletrônicos, além da numeração de chassi. Solicitamos fotos específicas da área de fixação do cinto, incluídas no documento junto com a foto da etiqueta que informa a data de fabricação do cinto.
A análise buscou identificar sinais de repintura, selos rompidos, peças substituídas, sinistros, recalls pendentes ou executados, passagens por leilão, impedimentos judiciais e multas. Não foram encontrados problemas nesses registros. A vistoria durou duas horas e gerou um relatório de 20 páginas que atestou que, no conjunto verificado, o C3 estava em ordem.
Vale lembrar que, a partir deste mês de maio, será obrigatório não apenas o registro fotográfico dos cintos, mas também a gravação em vídeo da fixação dos componentes nas vistorias de transferência de veículos. Essa medida visa comprovar a substituição adequada de cintos e pré-tensionadores após colisões e evitar que componentes fora das especificações cheguem ao mercado.
Na preparação para o reparo, soltamos a mola de retorno do cinto e escondemos um pequeno rastreador no carro, para monitorar o destino do serviço caso a concessionária terceirizasse o trabalho. A garantia de fábrica havia expirado um mês antes, então o custo ficaria por nossa conta mesmo com todas as revisões feitas na rede Citroën.
Agendamos a avaliação na concessionária GP France. O diagnóstico custaria R$ 459 caso o conserto não fosse aprovado; deixamos o carro e, no dia seguinte, recebemos o orçamento: R$ 1.323 pela peça e R$ 459 de mão de obra. Foi preciso pagar a peça adiantada. Dois dias depois, retornamos para a instalação, mas o técnico informou que o parafuso de fixação estava espanado e que seria necessário serviço de funilaria, estrutura que a concessionária não possuía. O carro e a peça nova foram devolvidos, com a recomendação de procurar outra loja da rede.
A troca do cinto acabou custando R$ 3.823 no total: R$ 1.323 pela peça comprada na primeira concessionária e R$ 2.500 pelo serviço de funilaria cobrado pela segunda. O serviço já foi concluído. O C3 entrou na Toriba Lapa com 101.331 km e saiu com 101.340 km — houve 9 km de deslocamento arredores após a entrada na oficina.








