A China emerge como forte potência na disputa global por inteligência artificial. Especialistas apontam vantagens do país para escalar a tecnologia, enquanto o custo dos modelos preocupa o setor.
No ambiente atual de tecnologia, a China tem se posicionado como uma forte candidata na corrida pela inteligência artificial (IA). Enquanto empresas dos Estados Unidos dominam o desenvolvimento de modelos de IA e atraem investimentos significativos, especialistas apontam que a China possui condições favoráveis para expandir essa tecnologia em grande escala.
De acordo com Marilia Fontes, apresentadora da Resenha do Dinheiro, um dos principais desafios para a indústria nos próximos anos será o custo de operação dos modelos de IA. Ela afirma:
“O grande gargalo dessa corrida da IA está no custo dos tokens e na infraestrutura necessária para manter esses serviços funcionando em escala. Muitas empresas querem participar dessa revolução, mas ainda enfrentam dificuldades para sustentar os investimentos necessários.”
Nesse contexto, o preço da energia elétrica se torna um fator crucial, e a China se beneficia de um dos menores custos de energia do mundo. Marilia ainda destaca que o país fez investimentos significativos na infraestrutura elétrica recentemente, especialmente devido à crescente demanda gerada pela expansão dos veículos elétricos. Ela acrescenta:
“A China avançou muito na eletrificação de sua economia e na expansão das redes de transmissão de alta tensão. Isso também favorece a instalação de data centers, que exigem grande capacidade energética.”
Além disso, a China tem adotado estratégias de desenvolvimento de longo prazo que aceleram investimentos em infraestruturas, energia e tecnologia. Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, observa:
“A China sempre trabalhou com horizontes de desenvolvimento muito longos. Enquanto as prioridades políticas nos Estados Unidos costumam mudar rapidamente, os chineses planejam investimentos para anos, décadas.”
Esse fortalecimento econômico e tecnológico tem atraído a atenção de investidores, que buscam diversificar suas carteiras. Pascowitch afirma:
“Os grandes fundos e investidores institucionais buscam diversificação e investem onde encontram oportunidades. Por isso, é importante acompanhar também o mercado chinês dentro de uma estratégia global.”
A Resenha do Dinheiro, realizada com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, é apresentada por Thiago Godoy, Marilia Fontes e Bernardo Pascowitch. O programa oferece uma abordagem leve e direta sobre educação financeira e investimentos, abordando semanalmente os principais temas da economia com informalidade.
A atração vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.
