Itabaiana · sábado · 26 de setembro de 2026
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Aparelho lento, esquentando e descarregando rápido? A culpa pode ser o armazenamento lotado. Engenheiro da PUCPR revela como a memória cheia afeta diretamente o consumo de energia.

Usuários frequentemente relatam que quando a memória do celular está quase cheia, o aparelho parece mais lento, esquenta mais e até descarrega mais rapidamente. Mas será que realmente existe uma relação direta entre a memória cheia e o consumo de bateria?

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De acordo com Altair Olivo Santin, engenheiro da computação e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), a resposta é sim, mas não exatamente da forma como muitos pensam. Ele explica que o sistema operacional precisa monitorar o consumo de armazenamento, já que não é possível operá-lo sem espaço disponível.

Quando a memória está próxima do limite, o aparelho começa a executar tarefas extras de gerenciamento, o que consome processamento adicional e, consequentemente, energia. Isso significa que os sistemas operacionais, como Android e iOS, precisam monitorar constantemente o espaço disponível. Quando a capacidade se aproxima do limite, entram em ação mecanismos para evitar falhas e garantir o funcionamento básico do dispositivo.

“O sistema precisa trabalhar muito mais para gerenciar suas estruturas de controle internas, buscar alternativas e, por fim, apresentar sugestões ao usuário para resolver o problema”, destaca Santin.

Essas atividades extras podem resultar em lentidão e aumento do consumo de bateria, que estão relacionados ao conjunto dessas operações e não apenas a uma realocação constante de dados.

Para preservar o desempenho do smartphone, é recomendado manter uma margem de armazenamento disponível. Santin sugere que o ideal é evitar que a memória fique completamente cheia, mantendo entre 5% e 10% de armazenamento livre, sendo o ideal ter acima de 15%. Essa reserva permite que o sistema execute atualizações, crie arquivos temporários e gerencie processos sem comprometer a estabilidade do aparelho.

Além disso, hábitos simples de organização digital podem ajudar a evitar lentidão, superaquecimento e consumo excessivo de bateria. O especialista recomenda desinstalar aplicativos que não são mais utilizados e realizar limpezas periódicas de arquivos desnecessários. É importante prestar atenção especial para mídias acumuladas em aplicativos de mensagens, como WhatsApp, e o cache de navegadores e redes sociais.

Quando não for possível apagar conteúdos, a transferência para serviços de backup ou armazenamento em nuvem é uma boa alternativa. Ao manter espaço livre na memória interna, o celular pode trabalhar de forma mais eficiente, reduzindo a necessidade de tarefas extras de gerenciamento e proporcionando uma experiência mais fluida.

Em resumo, embora a memória cheia não seja a principal causa do consumo excessivo de bateria, ela pode contribuir para o problema ao aumentar o trabalho do sistema operacional, resultando em lentidão, aquecimento e autonomia reduzida ao longo do dia.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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