O governador de Goiás fixou prazo de 18 a 24 meses para aprovar reformas estruturais. Ele afirmou que honestidade exige abrir mão da reeleição para governar sem pressões eleitorais.
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que, se eleito, encaminhará ao Congresso as reformas necessárias para o país no mesmo dia de sua posse, que ocorrerá em 5 de janeiro. Durante um evento com empresários organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, Caiado destacou a importância da honestidade na política e afirmou:
“Tenho certeza de quem for governar tem que ser honesto falando de não reeleição. Não serei candidato à reeleição. No entanto, o curto prazo de ser presidente limita a um prazo de 18 a 24 meses. Encaminharei todas as minhas reformas ao Congresso no dia 5 [de janeiro]. A partir daí, vamos discutir o país”
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Caiado também criticou a alta taxa de juros, afirmando que é “impossível” o Brasil ser competitivo com as taxas atuais. Ele ressaltou que, quando os juros são elevados, as pessoas têm dificuldade em manter suas atividades e o país perde competitividade.
“Todos nós sabemos que, quando a taxa de juros é alta demais, é impossível as pessoas continuarem na atividade. Também não tem como ser competitivo em relação a isso”
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O pré-candidato mencionou ainda o chamado “Custo Brasil”, ou “Custo PT”, que, segundo ele, tem restringido o setor produtivo. Ele apontou que o alto endividamento público e a insegurança jurídica são barreiras para investimentos e competitividade na indústria brasileira. Caiado afirmou que o aumento da carga regulatória e da burocracia também contribuem para elevar o “Custo Brasil”.
“Cada hora aparece uma nova regra. Isso aumenta custos e dificulta a vida de quem produz. O Brasil precisa voltar a oferecer segurança jurídica e estabilidade”, declarou Caiado.
No final do encontro, o pré-candidato recebeu o documento intitulado “Construindo o Brasil 2050”, que contém recomendações em áreas como macroeconomia, política industrial, inovação, cooperação internacional, energia, infraestrutura de transportes, sustentabilidade, sistema tributário e segurança jurídica.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, também fez menção a reformas cruciais para o progresso do país, como a modernização do setor elétrico, o reequilíbrio da matriz de transporte, a conclusão de obras paradas e a criação de condições de financiamento adequadas. Ele enfatizou que
“o Estado precisa garantir um ambiente de negócios pautado pela estabilidade das regras e por agências reguladoras fortalecidas e independentes”
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A expectativa é que a indústria esteja pronta para colaborar, desde que o poder público também se comprometa a planejar e executar de forma eficiente.
