O Brasil obteve um saldo positivo de US$ 3,908 bilhões no mês de junho, de acordo com dados do Banco Central (BC). Com esse resultado, o país encerrou o primeiro semestre com uma entrada total de US$ 17,782 bilhões. Este desempenho marca uma reviravolta em relação ao ano anterior, quando foi registrada uma saída líquida de US$ 14,345 bilhões no mesmo período de 2025.
No mês de março, apenas, o Brasil havia registrado uma saída de dólares, totalizando US$ 6,35 bilhões. O resultado atual representa o melhor saldo cambial do país desde 2018, quando a entrada de dólares foi de US$ 22,525 bilhões.
A movimentação cambial é uma métrica compilada pelo BC e considera todas as operações de compra e venda de moeda estrangeira e transferências internacionais realizadas no Brasil. Esse bom desempenho aconteceu em um contexto de aumento nas exportações e um fluxo recorde de capital estrangeiro direcionado à bolsa de valores nos primeiros meses deste ano.
Até junho, o Brasil registrou um superávit de US$ 42,4 bilhões, resultado de US$ 184,8 bilhões em exportações e US$ 142,4 bilhões em importações, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Na Bolsa de Valores, o saldo positivo de 2026 alcançou R$ 33,847 bilhões até o final de junho, segundo informações da B3.
Os investimentos internacionais impulsionaram o Ibovespa, o principal índice do mercado financeiro brasileiro, a atingir um recorde de 198.000,71 pontos. Contudo, o cenário geopolítico incerto e as dúvidas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos levaram os investidores a buscar ativos mais seguros, resultando na saída de capital estrangeiro do Brasil, o que fez com que a pontuação da Bolsa diminuísse.
Somente em maio, mais de R$ 10 bilhões foram retirados do mercado, e em junho, aproximadamente R$ 7 bilhões também deixaram o Brasil. O Banco Central possui três estratégias para conter a desvalorização do dólar, que têm sido discutidas em meio a este cenário de volatilidade no mercado.
