O Brasil recuou para a 65ª posição no Ranking Mundial de competitividade. Para especialista da Fundação Dom Cabral, o alto custo de capital é um dos principais entraves ao crescimento dos negócios no país.
O alto custo de se fazer negócios no Brasil tem se tornado um desafio crescente para indústrias e empresas que estão começando no país. Essa é a avaliação de Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação, Inteligência Artificial e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral, que compartilhou suas impressões em uma entrevista recente.
Tadeu destacou indicadores importantes que foram levantados em um relatório elaborado pela instituição. Ele mencionou dois fatores principais que afetam a competitividade das empresas brasileiras, em um contexto em que o Brasil caiu para a 65ª posição no Ranking Mundial de Competitividade 2026.
O primeiro fator destacado por Tadeu é o custo de capital, que ele considera um dos principais entraves.
“O custo de se fazer negócios no Brasil é cada vez mais alto e isso tem dificultado não só as indústrias, como também aquelas empresas nascentes, para que consigam realizar suas atividades,”
afirmou.
Os dados coletados, que incluem informações tanto oficiais quanto empresariais, convergem para essa mesma perspectiva preocupante. O segundo indicador mencionado por Tadeu é a formação bruta de capital fixo. Ele observou que as indústrias que desejam investir para crescer enfrentam o custo de capital como um grande obstáculo.
“Atrelado ao custo de capital, elas estão dizendo que isso é um dificultador para o crescimento,”
ressaltou Tadeu, enfatizando a necessidade de um ambiente de negócios mais favorável.
Essas considerações levantadas por Hugo Tadeu refletem um panorama desafiador para o setor industrial no Brasil, que busca se recuperar e se desenvolver em meio a um cenário econômico complexo. As indústrias estão em busca de alternativas para superar esses desafios e fomentar o crescimento, mas o custo elevado de capital continua a ser uma barreira significativa.
