O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), fez críticas à deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) na segunda-feira (6). A parlamentar havia publicado um vídeo onde apontava o baixo número de projetos aprovados pelos cinco deputados mais votados na última eleição para a Câmara, incluindo Boulos, que recebeu 1.001.453 votos em São Paulo em 2022.
No vídeo, Tabata questionou a quantidade de textos aprovados em relação ao alto número de votos que esses deputados receberam, declarando:
“Isso aqui não é normal, gente. Não pode ser. São milhões de brasileiros que deram seu voto de confiança e que tão recebendo migalhas em retorno.”
A deputada citou dados sobre a atuação legislativa de vários deputados, mencionando que Nikolas Ferreira (PL-MG) foi autor, coautor ou relator de três projetos que viraram lei, enquanto Boulos teve cinco projetos aprovados em um único mandato. Por outro lado, ela destacou que Carla Zambelli (PL-SP) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também tiveram cinco projetos aprovados, mas em mandatos diferentes, e que Ricardo Salles (Novo) não possui nenhum projeto aprovado até o momento.
Após a publicação do vídeo, Boulos respondeu às críticas de Tabata, expressando seu descontentamento com a comparação feita. Ele afirmou em uma postagem no X:
“É lamentável ver esse posicionamento de alguém do campo progressista, ainda mais no momento em que estamos.”
O ministro destacou sua satisfação com os projetos que aprovou, mencionando a importância da Lei das Cozinhas Solidárias, que, segundo ele, ajudou a tirar o Brasil do Mapa da Fome. Boulos também aproveitou a oportunidade para criticar a deputada, lembrando de projetos que ela apoiou na Câmara, afirmando:
Teria vergonha se tivesse votado a favor da Reforma da Previdência de Bolsonaro ou se fosse autor de uma lei que criminaliza as críticas ao genocídio de Israel na Faixa de Gaza.
Essa troca de farpas entre os dois parlamentares reflete um momento de tensão no cenário político, onde as cobranças sobre a eficiência dos mandatos têm ganhado destaque. O debate sobre a atuação dos deputados e suas responsabilidades com os eleitores continua em pauta, especialmente em períodos eleitorais, onde o desempenho legislativo é frequentemente questionado.
