Itabaiana · quarta-feira · 30 de setembro de 2026
⏱ 3 min de leitura

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa hoje, 24 de junho de 2026, 90 dias em prisão domiciliar humanitária. Essa medida foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), após Bolsonaro receber alta hospitalar, no dia 27 de março, após tratamento contra broncopneumonia.

Na terça-feira, um dia antes do término do prazo, a defesa de Bolsonaro solicitou ao STF a prorrogação da prisão domiciliar, alegando que o ex-presidente ainda precisa de acompanhamento especializado e avaliação médica contínua.

Publicidade

A contagem do período de prisão domiciliar começou a partir da data da alta hospitalar. Assim, o prazo inicial de 90 dias se encerra hoje. Agora, será a vez de Moraes reavaliar o caso, decidindo se mantém ou revoga o regime humanitário do ex-presidente.

Antes de ser colocado em prisão domiciliar, Bolsonaro cumpria pena em regime fechado, no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”. Na decisão que autorizou a domiciliar, em março deste ano, Moraes destacou que a recuperação completa de uma pneumonia bilateral em pacientes idosos pode levar de 45 a 90 dias, em um ambiente controlado. A análise do ministro deverá levar em conta o estado de saúde do ex-presidente, além de eventuais manifestações da defesa e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A prorrogação da domiciliar era vista como provável, uma vez que não houve registros de descumprimento das condições impostas pelo STF. Contudo, nos últimos dias, aliados de Bolsonaro começaram a temer o retorno do ex-presidente à Papudinha, especialmente após uma arma registrada em seu nome ter sido apreendida em uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal.

Na terça-feira, Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A oitiva durou cerca de cinco minutos, e o ex-presidente confirmou que a arma estava em sua residência, em Brasília, e que havia solicitado a um militar do Exército que providenciasse o conserto do equipamento após identificar uma falha.

A defesa de Bolsonaro argumenta que não houve ilegalidade na situação. Em uma manifestação enviada a Moraes, os advogados afirmaram que membros da equipe de segurança do ex-presidente retiraram, sem seu conhecimento, o percussor da arma, que é uma peça essencial para o disparo. Essa ação teria sido tomada porque Bolsonaro utiliza medicamentos psiquiátricos que afetam sua cognição, o que poderia causar um acidente.

Além disso, a defesa esclareceu que Bolsonaro percebeu a falha na pistola e entregou a arma ao segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho para manutenção. A arma foi apreendida no dia 15 de junho, no carro do militar, que dirigia um veículo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Os advogados sustentam que a entrega da arma foi feita com a intenção de reparo e afirmam que não havia decisão judicial determinando a entrega das armas ou o cancelamento dos registros em nome de Bolsonaro.

Redação
ESCRITO POR
Redação

Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

10132 artigos publicados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🔔

Quer receber as notícias em primeira mão?

Notificações das principais notícias de Sergipe direto no seu navegador — sem spam.