As bolsas europeias fecharam em queda significativa nesta quarta-feira (8), refletindo o aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, além das declarações do presidente americano, Donald Trump, que afirmou que o cessar-fogo “acabou”.
A Bolsa de Madri foi a que mais sofreu perdas, com Trump afirmando que não deseja mais relações comerciais com a Espanha.
O índice FTSE 100, de Londres, encerrou com uma queda de 1,66%, alcançando 10.489,04 pontos. Em Frankfurt, o DAX apresentou uma queda de 2,35%, fechando a 24.865,67 pontos. O CAC 40, de Paris, perdeu 2,18%, terminando em 8.252,66 pontos. O FTSE MIB, de Milão, recuou 1,22%, a 51.817,25 pontos. Por sua vez, o Ibex 35, de Madri, caiu 2,76%, a 19.098,63 pontos, e o PSI 20, de Lisboa, cedeu 1,77%, encerrando a 9.085,24 pontos. As cotações são preliminares.
O índice pan-europeu Stoxx 600 também apresentou uma queda de 1,76%, alcançando 634,90 pontos na sessão, destacando-se a perda de 3,62% no setor de tecnologia.
No entanto, o setor de energia se destacou com um avanço de 1,39%, impulsionado pela alta nos preços do petróleo, em razão da possibilidade do fim do cessar-fogo entre Washington e Teerã.
Trump indicou uma possível ampliação da ofensiva nesta noite, enquanto o Irã prometeu retaliar “duas vezes mais”. Além das novas ameaças dirigidas ao Irã, Trump comentou nesta quarta-feira, durante a cúpula da Otan, que “não quer ter nada a ver com a Espanha” e pediu que cortem todo o comércio com o país.
A queda da Bolsa de Madri, no entanto, foi levemente mitigada pela alta de 4,54% da petroleira Repsol.
Apesar das perdas, analistas do HSBC acreditam que as ações da zona do euro têm potencial para superar outras regiões no segundo semestre de 2026, com um ambiente macroeconômico em recuperação que deve beneficiar os papéis europeus.
Além disso, um dólar mais forte em relação ao euro pode resultar em revisões positivas nos lucros estimados em euros, e os bancos europeus parecem atraentes para investidores, segundo os analistas.
